26/Aug/2026
A cotação do algodão em pluma registra alta no mercado brasileiro, sustentada pela postura firme dos vendedores e pelos avanços dos preços internacionais. Compradores com necessidade imediata de matéria-prima, por sua vez, demonstram maior disposição para adquirir novos lotes, principalmente de melhor qualidade. Por outro lado, parte desses agentes permanece cautelosa, oferecendo valores menores diante das dificuldades de repasse das valorizações da matéria-prima aos produtos manufaturados. De modo geral, a diferença entre os preços pedidos por vendedores e os oferecidos por compradores mantém as negociações pontuais. O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma, com pagamento em 8 dias, registra avanço de 1,61% nos últimos sete dias, cotado a R$ 4,28 por libra-peso. Na parcial de agosto, o Indicador subiu 1,93%.
Apesar da alta, os preços no mercado interno passaram a ficar 3% abaixo da paridade de exportação, situação que não era observada desde novembro de 2025. Os preços externos registram altas expressivas. Na Bolsa de Nova York, os principais contratos são impulsionados pelas exportações norte-americanas firmes e pela piora nas condições das lavouras dos Estados Unidos frente ao ano passado. O movimento ocorre em um cenário de consumo superior à produção e queda dos estoques. Nos últimos sete dias, o contrato Outubro/26 tem avanço de 4,06%, para 87,48 centavos de dólar por libra-peso; o Dezembro/26, 3,92%, para 88,83 centavos de dólar por libra-peso; o Março/27, 3,91%, para 90,69 centavos de dólar por libra-peso; o Maio/27, 3,81%, para 91,73 centavos de dólar por libra-peso; e o Julho/27, 3,53%, para 90,83 centavos de dólar por libra-peso.
A paridade de exportação (FAS) é de R$ 4,40 por libra-peso (85,54 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Santos (SP) e de R$ 4,41 por libra-peso (85,74 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente. Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na semana encerrada no dia 23 de agosto, 29% das lavouras de algodão estavam classificadas entre muito ruins e ruins, 34%, em condição regular e 37%, entre boas e excelentes. Na semana anterior, esses percentuais eram de 26%, 36% e 38%, respectivamente, e, no mesmo período de 2025, eram de 13%, 33% e 54%, na mesma ordem. Quanto ao desenvolvimento, 81% das lavouras estavam em formação de maçãs, abaixo da média de 84% dos últimos cinco anos, enquanto 20% já apresentavam abertura de maçãs, em linha com a média histórica.
A colheita da safra 2025/26 alcançou 66% da área brasileira até 20 de agosto, distribuída entre Paraná (100%), São Paulo (91%), Mato Grosso do Sul (95%), Piauí (89%), Maranhão (78%), Goiás (75%), Mato Grosso (70%), Bahia (51%) e Minas Gerais (64%). Segundo a Abrapa, o beneficiamento atingiu 32% da produção nacional. Em termos estaduais, o ritmo foi: Paraná (100%), São Paulo (90%), Minas Gerais (37%), Mato Grosso do Sul (35%), Goiás (34%), Bahia (31%), Piauí (30%), Maranhão (23%) e Mato Grosso (18%). Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras da pluma seguem em ritmo acelerado, com volume de 73,48 mil toneladas na parcial deste mês, contra 77,46 mil toneladas em agosto de 2025. A média diária está em 4,90 mil toneladas, 32,8% superior à de ago/25. O preço médio de exportação está em 76,90 centavos de dólar por libra-peso, 6,3% acima do registrado em ago/25. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.