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08/Sep/2026

Setor defende incentivo ao uso de fibras naturais

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) informou que manterá a defesa de políticas públicas de incentivo ao uso de fibras naturais e de conscientização sobre os impactos dos microplásticos, após a análise da Medida Provisória nº 1.357/2026, conhecida como ‘MP das blusinhas’. O encerramento da discussão sobre o tema no âmbito da medida provisória não representa o fim da pauta. A Abrapa dará continuidade às ações de comunicação, conscientização e produção de informações sobre microplásticos e fibras naturais. A discussão também poderá avançar no Congresso Nacional por meio de um projeto de lei específico, a partir da próxima legislatura, permitindo uma análise mais ampla da questão.

Durante a tramitação da MP, na primeira semana de setembro, a Abrapa acompanhou as discussões no Congresso e contribuiu com informações técnicas sobre o avanço das fibras sintéticas no mercado brasileiro, os impactos associados aos microplásticos e a importância de ampliar o espaço das fibras naturais, especialmente o algodão. Entre as propostas apresentadas esteve a Emenda nº 52, de autoria do senador Carlos Fávaro, que previa a criação de uma contribuição sobre a importação de produtos têxteis acabados contendo fibras sintéticas. A medida tinha como objetivos, entre outros, reduzir a poluição por microplásticos e estimular a produção, o consumo e a inovação em fibras naturais.

A Emenda nº 52 não foi incorporada ao texto da MP. Durante a tramitação, a avaliação foi de que a proposta criava uma nova contribuição que extrapolava o objeto principal da medida provisória, além de envolver questões que demandariam uma discussão específica. A tramitação da MP abriu espaço para um debate relevante sobre o avanço das fibras sintéticas e a necessidade de ampliar a valorização das fibras naturais. A entidade pretende continuar contribuindo com informações técnicas e mantendo o diálogo institucional para estimular políticas públicas voltadas a escolhas mais sustentáveis e à ampliação do espaço do algodão. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.