29/Sep/2026
Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), o vazio sanitário do algodão começa em 1º de outubro em parte de Mato Grosso, Estado que responde por cerca de 70% da produção brasileira da fibra. Durante o período, que se estende até 14 de dezembro, conforme a região, fica proibida a permanência no campo de plantas de algodão que representem risco fitossanitário. As datas são estabelecidas pela Instrução Normativa nº 003/2024 e permanecem inalteradas para a safra 2026/27, conforme o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). Mato Grosso é dividido em duas regiões para o cumprimento do calendário. Na Região I, que inclui Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, o vazio sanitário ocorre de 1º de outubro a 30 de novembro.
Na Região II, formada por municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sapezal e Campo Novo do Parecis, o período começa em 15 de outubro e termina em 14 de dezembro. A medida tem como principal objetivo o controle do bicudo-do-algodoeiro, considerado pelo Sistema Famato a principal praga da cultura. A permanência de plantas vivas entre uma safra e outra, especialmente soqueiras e tigueras, permite a manutenção de alimento e abrigo para o inseto. A eliminação dos hospedeiros durante o vazio sanitário contribui para interromper o ciclo da praga antes da implantação da nova lavoura. O bicudo pode provocar perdas relevantes quando não há controle adequado. Os insetos são atraídos pelo odor das plantas e atacam inicialmente os botões florais, que podem cair após a abertura.
As flores atacadas apresentam aspecto semelhante ao de um balão, em razão da abertura anormal das pétalas. As larvas também provocam danos às fibras e às sementes no interior das maçãs do algodão, comprometendo o potencial produtivo e a qualidade da fibra. Na safra 2025/26, Mato Grosso cultivou 1,36 milhão de hectares de algodão. O sistema produtivo do Estado tem como característica a concentração do cultivo em segunda safra, realizado em sucessão à colheita da soja. Esse modelo reforça a importância do cumprimento do vazio sanitário para reduzir a sobrevivência do bicudo entre os ciclos de produção e limitar a pressão da praga sobre a próxima lavoura. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.