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22/Oct/2026

Revisada projeção da safra brasileira em 2025/2026

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) elevou em 93 mil toneladas, ou 2,2%, a estimativa da safra brasileira de algodão 2025/26, para 4,271 milhões de toneladas de pluma, e manteve a projeção de exportações recordes no período de julho de 2026 a junho de 2027. A perspectiva positiva permanece mesmo após a redução de 26 mil toneladas na estimativa de embarques do segundo semestre de 2026. A revisão da safra 2025/26 reflete produtividades superiores às expectativas iniciais, confirmadas ao longo da colheita. Para a temporada 2026/27, a Anea também elevou a estimativa de produção, de 4,029 milhões para 4,267 milhões de toneladas, aumento de 5,9%. A atualização considera a janela favorável de plantio da soja e as indicações dos produtores sobre as perspectivas para o próximo ciclo. A entidade acompanha os riscos climáticos, especialmente a possibilidade de ocorrência de um episódio intenso de El Niño, que poderá influenciar os resultados da próxima safra.

Com duas temporadas consecutivas de produção acima de 4,2 milhões de toneladas, o Brasil deverá manter volumes elevados de algodão disponíveis para exportação. A Anea avalia que a dimensão da oferta sustentará os embarques nos próximos meses e permitirá alcançar um novo recorde no período acumulado entre o segundo semestre de 2026 e o primeiro semestre de 2027. Apesar do aumento da produção estimada, a associação reduziu de 1,604 milhão para 1,578 milhão de toneladas a projeção de exportações brasileiras no segundo semestre de 2026, ajuste de 26 mil toneladas. A mudança considera o atraso da colheita e as dificuldades logísticas nos portos, que limitam o ritmo dos embarques. Com 1,814 milhão de toneladas exportadas no primeiro semestre, a estimativa para o ano de 2026 foi mantida em 3,392 milhões de toneladas. Para 2027, a Anea projeta exportações de 3,419 milhões de toneladas, sendo 1,8 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,619 milhão de toneladas no segundo semestre.

A estimativa para os embarques do segundo semestre foi elevada em 8 mil toneladas em relação à projeção divulgada em agosto. A expectativa de recorde no comércio externo é sustentada pelo volume expressivo da safra e pela necessidade de escoamento da produção brasileira. A combinação de produção maior e ajustes no calendário de exportações também levou à revisão dos estoques de passagem, correspondentes ao volume remanescente ao final de um período e transferido para o seguinte. Para dezembro de 2026, a estimativa subiu de 2,914 milhões para 3,038 milhões de toneladas, ante 2,899 milhões de toneladas em dezembro de 2025. Para dezembro de 2027, a projeção aumentou de 2,780 milhões para 3,149 milhões de toneladas. Na tabela de oferta e demanda que acompanha a nota, os estoques finais de junho estão estimados em 714 mil toneladas em 2026 e 869 mil toneladas em 2027, ante 712 mil toneladas e 738 mil toneladas, respectivamente, na projeção de agosto. O consumo doméstico foi mantido em 745 mil toneladas em 2026 e 753 mil toneladas em 2027. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.