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28/Oct/2026

Preços do algodão recuam no mercado doméstico

A liquidez continua baixa no mercado interno de algodão em pluma, refletindo incertezas políticas e econômicas, que mantêm agentes cautelosos quanto a novas negociações. Compradores e vendedores têm priorizado o cumprimento dos contratos a termo, cujas programações, em muitos casos, atendem às necessidades imediatas. Assim, os preços domésticos estão enfraquecidos, o que reforça a postura cautelosa de agentes. O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma, com pagamento em 8 dias, registra recuo de 0,42% nos últimos sete dias, cotado a R$ 4,06 por libra-peso. Na parcial de outubro, a retração acumulada é de 2,7%. Em média, a cotação interna está 2,4% acima da paridade de exportação no mês. Porém, com a forte valorização de 8% do dólar frente ao Real no dia 26 de outubro, o Indicador passou a operar abaixo da paridade nesse dia. O elevado volume já negociado antecipadamente ajuda a explicar a menor necessidade de aquisições no mercado spot.

Segundo a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), os contratos registrados até o momento para a safra 2025/26 somam 1,158 milhão de toneladas, o equivalente a 28% da produção nacional estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desse total, 651,96 mil toneladas destinam-se ao mercado interno, 393,6 mil toneladas, à exportação e 112,1 mil toneladas correspondem a contratos flex. Para a safra 2026/27, a BBM aponta que pelo menos 431 mil toneladas já foram comercializadas, o que equivale a 10% do volume projetado pela Conab; para 2027/28, foram registradas apenas 32 mil toneladas. Em Mato Grosso, dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgados em 12 de outubro indicavam que 78,74% da pluma da safra 2025/26 já havia sido comercializada, percentual superior aos 69,95% do mesmo período do ano anterior e à média de 78,34% das últimas cinco safras.

Para a temporada 2026/27, as vendas também estão adiantadas: 43,38% da produção já foi negociada, ante 32,49% observados no mesmo período para a safra 2025/26 e à média de 40,71% das últimas cinco temporadas. A forte valorização do dólar frente ao Real impulsionou a paridade de exportação (FAS). O Índice Cotlook A, referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente, também contribui para o movimento. A paridade de exportação é de R$ 4,31 por libra-peso (80,06 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Santos (SP) e de R$ 4,32 por libra-peso (80,26 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente. Na Bolsa de Nova York, por outro lado, os quatro primeiros vencimentos são pressionados pela realização de lucros, pelo fortalecimento do dólar e pela retração das cotações do petróleo no mercado internacional. O contrato Dezembro/26 tem baixa de 1,34% nos últimos sete dias; o Março/27, 0,68%; o Maio/27, 0,67%; e o Julho/27, 0,64%. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.