29/Apr/2026
Conforme o Índice de Ruptura da Neogrid, a falta de produtos nas prateleiras do varejo alimentar brasileiro recuou em março para o menor nível desde dezembro de 2025. O indicador caiu 1,5% em relação a fevereiro, passando de 13,2% para 11,7%, sinalizando melhora no abastecimento e recomposição de estoques após um início de ano mais retraído no consumo. Apesar do avanço no indicador geral, categorias essenciais seguem com níveis elevados de ruptura. A ausência de leite aumentou 5,2% no período, passando de 13,9% para 19,1%. O arroz registrou leve alta de 0,2%o, de 11,5% para 11,7%, enquanto o feijão avançou 0,8%, de 10% para 10,8%. O azeite também apresentou elevação na ruptura, de 13,6% para 14,1%. Por outro lado, algumas categorias contribuíram para a melhora do índice agregado. A ausência de açúcar recuou de 10,2% para 8,4%, redução de 1,8%, enquanto o café caiu de 8% para 7,5%. Ovos também registraram leve melhora na disponibilidade, com o índice passando de 27,2% para 27%.
No campo de preços, o leite apresentou alta na maioria das categorias. O litro do leite semidesnatado subiu de R$ 4,97 para R$ 5,46, enquanto o integral avançou de R$ 4,96 para R$ 5,45. O tipo sem lactose passou de R$ 6,55 para R$ 6,83, enquanto o desnatado recuou de R$ 4,97 para R$ 4,36. Os ovos também registraram elevação na maior parte das embalagens. A caixa com 12 unidades subiu de R$ 11,63 para R$ 12,07, a de 20 unidades passou de R$ 16,00 para R$ 17,32 e a de 30 unidades avançou de R$ 20,32 para R$ 21,55. A única queda foi observada na embalagem de meia dúzia, de R$ 7,96 para R$ 7,42. O azeite, apesar do aumento na ruptura, apresentou queda expressiva nos preços. O litro do azeite extravirgem recuou de R$ 87,09 para R$ 75,20, enquanto o tipo virgem caiu de R$ 72,00 para R$ 64,01. Entre os grãos, o arroz registrou recuo consistente nos preços. O tipo integral caiu de R$ 11,03 para R$ 9,82 por quilo, o parboilizado passou de R$ 4,95 para R$ 4,56 e o branco recuou de R$ 5,06 para R$ 4,82.
O açúcar também apresentou queda, com o refinado passando de R$ 5,02 para R$ 4,44 e o cristal de R$ 4,06 para R$ 3,57 por quilo. Para o feijão, o comportamento foi misto. O tipo vermelho recuou de R$ 12,70 para R$ 12,01 por quilo, enquanto o preto subiu de R$ 6,28 para R$ 6,44 e o carioca avançou de R$ 7,42 para R$ 7,97. Os dados são baseados no monitoramento de cerca de 40 milhões de notas fiscais mensais em supermercados, hipermercados e atacarejos em todo o Brasil. O índice de ruptura mede a proporção de itens em falta em relação ao total disponível no mix de cada loja, considerando tanto gôndolas quanto estoques internos, sem relação direta com o histórico de vendas. O cenário indica recomposição parcial do abastecimento, ainda com desafios concentrados em itens essenciais, o que mantém pressão sobre a dinâmica de preços e disponibilidade no varejo alimentar. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.