29/May/2026
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) manifestou apoio à adoção da escala de trabalho 5x2, mas defendeu que a regulamentação sobre o fim da jornada 6x1 seja acompanhada de modelos mais flexíveis de contratação para evitar impactos sobre emprego, abastecimento e operação do varejo alimentar. A posição da entidade ocorre após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima semanal de 44 horas para 40 horas, sem redução salarial e com dois dias de folga. O texto segue para análise do Senado. A principal preocupação do setor está relacionada à adoção de uma regulamentação uniforme para segmentos econômicos com diferentes características operacionais.
A entidade avalia que cadeias como leite, carnes, indústria e varejo possuem dinâmicas distintas de funcionamento e exigem tratamento específico na definição das escalas de trabalho. A adoção da escala 5x2 deve ocorrer acompanhada de mecanismos considerados mais modernos e flexíveis de contratação, ampliando a inclusão de trabalhadores sem comprometer a capacidade operacional e de geração de empregos do setor supermercadista. O setor possui atualmente mais de 300 mil vagas abertas no Brasil e defende que modelos de contratação por hora trabalhada possam contribuir para preencher parte dessas posições, oferecendo maior flexibilidade tanto para empresas quanto para trabalhadores.
Decisões sobre jornada de trabalho sem análise técnica e setorial podem gerar impactos sobre custos e abastecimento, com reflexos ao consumidor final. A PEC aprovada pela Câmara prevê período de transição gradual de 14 meses após a promulgação. O texto também estabelece que lei complementar poderá criar medidas transitórias destinadas a mitigar impactos sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, condicionadas à manutenção dos níveis de emprego. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.