29/May/2026
Segundo monitoramento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o consumo nos lares brasileiros avançou 1,48% em abril na comparação com março. Em relação a abril de 2025, o crescimento foi de 3,17%. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o indicador registra elevação de 2,18%. O consumo das famílias segue em trajetória de crescimento em 2026, embora em ritmo mais moderado em relação ao observado no ano passado, quando os avanços superaram 2% desde o início do ano e permaneceram nesse patamar ao longo de todo o primeiro quadrimestre.
A renda disponível das famílias continua sendo sustentada por medidas de estímulo econômico, entre elas a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o reajuste do salário-mínimo e a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), estimada em R$ 78,2 bilhões. Apesar do avanço no consumo, os preços dos alimentos seguiram pressionados em abril. O AbrasMercado, indicador que acompanha os preços de uma cesta composta por 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 1,98% no mês, acumulando elevação de 4,55% no quadrimestre.
Com isso, o valor médio da cesta passou de R$ 820,54 para R$ 836,80. Entre os produtos básicos, o leite longa vida apresentou a principal alta mensal, com avanço de 13,66% em abril e valorização acumulada de 21,39% no ano. O feijão subiu 3,47% no mês e acumula elevação de 32,56% no quadrimestre. Os preços dos alimentos seguem influenciados por fatores sazonais, impactos climáticos sobre a produção agrícola e aumento dos custos logísticos, especialmente de fretes. No recorte da cesta básica composta por 12 produtos, o preço médio nacional avançou 2,85% em abril, passando de R$ 344,40 para R$ 354,22.
As principais pressões vieram do leite longa vida, do feijão e da carne bovina de corte dianteiro, que registrou alta de 2,62%. A Região Sul apresentou a maior elevação mensal da cesta básica, com avanço de 4,18% e custo médio de R$ 378,30, influenciada principalmente pelas altas da carne bovina e do leite longa vida. A Região Norte manteve o maior custo médio do País no indicador, em R$ 438,31. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.