16/Jul/2026
A Camil Alimentos projeta redução da safra de arroz 2026/27 na América do Sul em função da elevada probabilidade de ocorrência de um evento de El Niño de forte intensidade e da perspectiva de retração da área cultivada em importantes países produtores da região. Apesar da expectativa de menor produção, a companhia avalia que não há risco de desabastecimento do mercado doméstico. As projeções meteorológicas indicam probabilidade superior a 80% de consolidação de um evento intenso de El Niño entre novembro e janeiro. Na Região Sul do Brasil, principal produtora de arroz, a expectativa é de aumento das chuvas entre setembro e outubro, período de implantação das lavouras.
O excesso de umidade poderá dificultar e atrasar o plantio, enquanto a menor incidência de luminosidade durante o desenvolvimento das culturas tende a reduzir a produtividade. Além dos fatores climáticos, a rentabilidade negativa da atividade também deverá influenciar as decisões de plantio. Os preços atualmente recebidos pelos produtores permanecem abaixo dos custos de produção, ao mesmo tempo em que a oferta de crédito está mais restrita, fatores que devem estimular uma redução da área semeada. A expectativa é de que a retração da área cultivada seja mais intensa no Paraguai e na Argentina, enquanto o Uruguai deverá apresentar impacto mais moderado.
Mesmo com uma produção regional menor, a empresa avalia que o principal efeito será a redução do excedente de arroz acumulado entre safras e a normalização dos estoques, sem comprometer o abastecimento. Esse movimento tende a antecipar uma recuperação das cotações do cereal. A Camil projeta valorização dos preços pagos ao produtor nos próximos meses, com possibilidade de o arroz superar R$ 70,00 por saco de 50 Kg ao longo de 2027. A expectativa é de que o cenário contribua para recompor as margens dos produtores e melhorar a rentabilidade das operações da companhia no Brasil e em outros mercados da América do Sul. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.