17/Jul/2026
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), a produção de arroz no Brasil poderá ser afetada pelos efeitos do fenômeno El Niño, cuja probabilidade de permanência até o início de 2027 supera 90%. As alterações climáticas associadas ao fenômeno aumentam os riscos para o desenvolvimento da cultura em diferentes regiões produtoras. O El Niño tende a provocar aumento das chuvas na Região Sul e períodos de seca acompanhados de temperaturas elevadas nas regiões Centro-Norte do País. Esse comportamento climático pode comprometer tanto o cultivo irrigado quanto o arroz de terras altas, em função do encharcamento dos solos nas áreas com excesso de precipitação e do estresse hídrico nas regiões com déficit de chuvas. Entre os principais riscos fitossanitários está a maior incidência da brusone, doença causada pelo fungo Pyricularia oryzae, considerada a enfermidade de maior impacto econômico para a cultura do arroz.
O desenvolvimento do patógeno é favorecido por condições de umidade relativa do ar superior a 89% e temperaturas entre 20°C e 30°C, cenário que pode acelerar a disseminação da doença durante o ciclo da lavoura. A brusone possui elevado potencial destrutivo e pode comprometer significativamente a produtividade das lavouras caso não seja adequadamente manejada. A entidade recomenda a adoção de medidas preventivas, incluindo o tratamento de sementes com fungicidas sistêmicos para reduzir o risco de infecções provenientes de restos culturais ou de áreas vizinhas. No manejo da doença durante o desenvolvimento da cultura, o Sindiveg orienta a realização de aplicações preventivas de fungicidas nas panículas entre a fase de emborrachamento, considerada um estágio crítico do desenvolvimento da planta, e o início da emissão, visando preservar o enchimento dos grãos e minimizar perdas de produtividade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.