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28/Jan/2026

Exportadores tiveram prejuízos logísticos em 2025

De acordo com levantamento realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) com seus associados, os exportadores brasileiros de café tiveram prejuízo de R$ 66,1 milhões com o não embarque do produto em 2025, por causa da infraestrutura defasada nos principais portos do País. As empresas exportadoras registraram um prejuízo de R$ 4,631 milhões só em dezembro passado, com o não embarque de 1.475 contêineres, equivalentes a 486.303 sacas de 60 Kg de café. Filas de caminhões, pátios lotados, falta de berços, rolagens de cargas, atrasos e alterações de escalas de navios causaram esses prejuízos milionários com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions. Na média mensal, 55% dos navios tiveram atrasos ou alterações de escala e 1.824 contêineres estufados com café (601.819 sacas de 60 Kg) deixaram de ser exportados a cada mês, o que fez com que o Brasil deixasse de receber US$ 2,640 bilhões (cerca de R$ 14,670 bilhões) como receita cambial em 2025.

A movimentação e os embarques gerais recordes nos portos, anunciados pelas autoridades públicas, dificultam o entendimento sobre o atual cenário de esgotamento e prejuízos causados aos diversos setores, pois esses resultados do comércio exterior como um todo “mascaram” os desafios enfrentados pelos exportadores, principalmente os do segmento de cargas conteinerizadas. A perspectiva é negativa com a possibilidade de judicialização do leilão do Tecon Santos 10 em virtude de uma recomendação infundada e sem evidências, com base em especulações hipotéticas, segundo consta no relatório da área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU), proferida pelo ministro revisor da Corte e acompanhada por alguns de seus pares. A medida restringiu a participação ampla de armadores e deverá atrasar muito mais a tão esperada oferta da capacidade de pátio e berço no porto santista.

A expectativa é que a parceria firmada entre Imetame Porto Aracruz e Hanseatic Global Terminals (HGT), subsidiária do armador holandês Hapag-Lloyd, atraia cargas de café e outros segmentos para o estado do Espírito Santos, para desafogar o Porto de Santos e mitigar os prejuízos aos exportadores cafeeiros, que enfrentam dificuldades para consolidarem seus embarques. Em dezembro de 2025, 52% dos navios, ou 187 de um total de 361 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé. O Porto de Santos, que respondeu por 78,7% dos embarques de café entre janeiro e dezembro de 2025, registrou um índice de 65% de atraso ou alteração de escalas de navios, o que envolveu 105 do total de 162 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera no mês retrasado foi de 82 dias no embarcadouro santista. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.