28/Jan/2026
O fim de 2025 e o início de 2026 registraram temperaturas elevadas e baixos volumes de chuva, cenário que resultou na queda de grãos em alguns talhões de arábica. No entanto, os volumes de precipitação aumentaram nos últimos dias em praticamente todas cafeeiras no Brasil, trazendo alívio às lavouras da variedade. De modo geral, o retorno das chuvas após o estresse climático no final de 2025 favorece o enchimento de grãos de arábica, fase decisiva para o bom desenvolvimento da safra. Nas regiões produtoras, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam 110,6 milímetros em Marília (SP) no acumulado de janeiro.
Em Franca, na Mogiana Paulista (SP), as precipitações somaram 196,3 milímetros. Em Patrocínio, no Cerrado Mineiro (MG), o volume foi de 289,4 milímetros no mesmo período. Em Londrina, no norte do Paraná, choveu 168,3 milímetros no primeiro mês deste ano. Por outro lado, as chuvas expressivas em áreas que produzem robusta mais ao norte do Espírito Santo (como Linhares e Sooretama) preocupam, já que alguns talhões acabaram sendo alagados e a incidência de doenças pode aumentar. Em Linhares, o acumulado superou 100 milímetros apenas no dia 21 de janeiro.
Ainda assim, de forma geral, é cedo para uma avaliação mais precisa de eventuais perdas decorrentes do elevado índice pluviométrico neste primeiro mês de 2026 para os cafezais de robusta. Segundo o Climatempo, ainda há previsão de chuvas nessas regiões até o final de janeiro, mas em volumes reduzidos. Destaca-se que as precipitações já ocorreram de forma mais pontual no norte do Espírito Santo no último fim de semana. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que o acumulado parcial de chuvas em janeiro (de 1º a 26) foi de 188,2 milímetros em São Mateus (ES) e de expressivos 360,6 milímetros em Linhares (ES). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.