29/Jan/2026
Segundo a StoneX, o mercado internacional de café inicia 2026 diante de um cenário mais equilibrado do que o observado no ano anterior, mas ainda marcado por elevada volatilidade. A expectativa de avanço da produção mundial tende a pressionar as cotações, mas estoques globais apertados e riscos climáticos recorrentes mantêm o mercado vulnerável a choques. No Brasil, a melhora das condições climáticas ao longo do último trimestre de 2025 favoreceu o desenvolvimento da safra 2026/2027, elevando o otimismo dos agentes.
Após a abertura da florada, a StoneX estimou que a produção brasileira alcançaria 70,7 milhões de sacas de 60 Kg em 2026/2027, incremento de 13,5% em relação a 2025. Deste total, 47,2 milhões de sacas de 60 Kg seriam de café arábica, aumento de 29,3%, enquanto a produção de café robusta recuaria para 23,5 milhões de sacas de 60 Kg, queda de 8,9%. No cenário internacional, o Vietnã seguirá tendo papel central na formação dos preços no início do ano. A conclusão da colheita e o aumento das exportações de café robusta tendem a ampliar a oferta global, adicionando pressão baixista às cotações, especialmente na Bolsa de Londres.
O feriado do Ano Novo Lunar, em fevereiro, tradicionalmente estimula vendas adicionais por parte dos produtores, reforçando esse movimento sazonal. Apesar da expectativa de maior produção, os estoques globais permanecem limitados, resultado de sucessivos déficits acumulados nos últimos anos. Como não houve recomposição de estoques em 2025, o mercado passará os primeiros meses do ano com estoques ainda apertados. Outro elemento relevante para 2026 será o ritmo das exportações brasileiras.
Após as distorções observadas em 2025 com a imposição e posterior retirada de tarifas pelos Estados Unidos, o ritmo das exportações no primeiro semestre de 2026 será um termômetro importante para avaliar a normalização das relações comerciais entre os dois países. Por fim, o câmbio continuará exercendo influência significativa sobre o mercado. Oscilações do dólar em relação às principais moedas influenciam não apenas as decisões de venda dos produtores, mas também o custo das importações em mercados consumidores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.