29/Jan/2026
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), as exportações brasileiras de café solúvel em 2025 somaram 85,082 mil toneladas, o equivalente a 3,688 milhões de sacas de 60 Kg. O volume foi 10,6% inferior às 95,221 mil toneladas (4,127 milhões de sacas de 60 Kg) de 2024. A receita com os embarques cresceu 14,4% ante 2024, para o recorde de US$ 1,099 bilhão, refletindo a valorização da commodity. Aos Estados Unidos, os embarques do produto caíram 28,2% em relação a 2024, o que foi atribuído ao tarifaço de 50% aplicado pelo país. No período da aplicação dessa tarifação de 50%, entre agosto e dezembro, a redução foi ainda mais drástica: 40% ante o mesmo período do ano anterior. Isso evidencia o impacto direto e imediato da barreira comercial na competitividade do café solúvel nacional nesse mercado vital.
Mesmo com a tarifa, que segue vigente sobre o produto, os Estados Unidos seguiram sendo o principal destino do café solúvel do Brasil, com a 558.740 sacas de 60 Kg (-28,2%) no ano passado. A Argentina importou 291.919 sacas de 60 Kg do produto, registrando crescimento de 40,2% ante 2024, e Rússia, com 278.050 sacas de 60 Kg, alta de 9,8% no comparativo anual. O consumo interno de café solúvel alcançou um novo recorde no ano passado, com 27,008 mil toneladas, equivalentes a 1,170 milhão de sacas de 60 Kg, crescimento de 9,5% na comparação com 2024. Essa performance reflete uma preferência crescente do consumidor brasileiro por essa modalidade de café e o sucesso das estratégias das indústrias de solúvel para o mercado doméstico. A menor inflação sobre o produto (34% no acumulado de 2024/2025 contra 75% do torrado e moído) também deve ter contribuído. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.