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30/Jan/2026

Consumo de café registra queda no Brasil em 2025

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), os brasileiros consumiram 21,409 milhões de sacas de 60 Kg de café entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o que representa uma queda de 2,31% em comparação com o período anterior (novembro de 2023 a outubro de 2024), que registrou 21,916 milhões de sacas de 60 Kg. As empresas associadas à Abic registraram uma variação negativa de 2,48% no consumo interno no mesmo intervalo, passando de 14,941 milhões para 14,571 milhões de sacas de 60 Kg. O estudo mostra que o consumo per capita de café torrado e moído recuou 3,88% entre os dois períodos: de 5,01 Kg por habitante/ano para 4,82 Kg por habitante/ano.

O faturamento da indústria de café torrado, em 2025, alcançou R$ 46,24 bilhões, uma alta de 25,6% quando comparado com 2024. Essa alteração é reflexo direto do aumento do preço do café na gôndola. O preço médio dos cafés especiais aumentou 4,3%, comparando janeiro de 2025 com dezembro de 2025. A categoria de cafés gourmets registrou alta de 20,1%. Em contraste, o preço da categoria de cafés superiores caiu 3,5%. Houve alta de 5,8% para os cafés tradicionais e extrafortes, enquanto os cafés em cápsula registraram queda de 16,8%. Nos últimos cinco anos, a cotação da matéria-prima aumentou 201% na espécie conilon e 212% na arábica, enquanto o café no varejo subiu 116%. No último ano, a variação de preço ao consumidor do café torrado e moído foi de 5,8%, aumento este que divergiu da média da cesta básica, que apresentou queda de 4,8% no mesmo período.

A Abic monitora as vendas no varejo e acompanha as mudanças no preço médio do café torrado e moído para compor seus indicadores anuais. A Abic espera que em 2026 o País recupere o consumo da bebida, visto que o preço da matéria-prima já foi repassado. Além disso, qualquer promoção nas gôndolas faz com que o consumidor não só compre como faça estoques. Apesar da redução no consumo, há otimismo. Observa-se uma escalada de preços da matéria-prima nos últimos 5 anos e essa foi a primeira vez que o consumo caiu. Isso mostra como o brasileiro não abre mão do café. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.