03/Feb/2026
Os preços do café iniciaram fevereiro em queda no mercado doméstico, em movimento oposto ao observado no cenário internacional. De forma geral, a pressão baixista esteve associada a um ajuste técnico após as perdas acentuadas registradas no final de janeiro, além da leitura de oferta mais confortável no Brasil.
No mercado internacional, os contratos futuros apresentaram reação positiva. Na Bolsa de Nova York, o contrato do café arábica com vencimento em março de 2026 encerrou a sessão cotado a 333,25 centavos de dólar por libra-peso, alta de 100 pontos, equivalente a 0,30% em relação à sexta-feira. No mesmo dia, o dólar foi cotado a R$ 5,273, avanço de 0,41%, fator que também influencia a formação de preços no mercado interno.
No Brasil, entretanto, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, recuou 1,63% frente à sessão anterior, encerrando o dia a R$ 2.060,32 por saca de 60 kg. A retração reflete, sobretudo, as perspectivas de boa oferta brasileira, sustentadas por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras.
Para o café robusta, as quedas foram ainda mais intensas. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, registrou forte baixa de 4,70%, fechando a R$ 1.155,13 por saca de 60 kg. Já o tipo 7/8 apresentou desvalorização de 4,25%, sendo negociado a R$ 1.134,08 por saca, em negócios à vista e a retirar no Espírito Santo, reforçando o movimento de correção observado no mercado doméstico. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.