24/Feb/2026
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), os Estados Unidos são clientes do Brasil há mais de 60 anos. São os maiores clientes de solúvel do País. Praticamente 20% daquilo que o País exportava ia para os Estados Unidos, sendo um mercado de mais de US$ 250 milhões. Diante disso, o anúncio do governo norte-americano de uma tarifa global de 15%, que se mantida irá substituir a atual taxa de 50% que está em vigor sobre o café solúvel brasileiro desde agosto do ano passado, traz ao setor cafeeiro uma expectativa de retornar com força a competitividade do produto no mercado internacional. A preocupação era muito grande. Havia um desânimo dentro do setor com relação à manutenção dessas tarifas.
Mas, agora, não importa se o patamar é 10% ou 15%, pois isso coloca todo mundo em circunstâncias iguais de competitividade. O tarifaço interrompeu o recorde de exportações de café solúvel do Brasil no ano passado. Embarques aos Estados Unidos recuaram 28%, pressionados pelo declínio de 40% entre agosto e dezembro, período de vigência da taxa de 50% sobre o produto. O Brasil sempre foi líder, mas agora está sendo ameaçados pelo Vietnã, que provavelmente deve passar em nível de produção e exportação esse ano. Por isso, essa manutenção para o setor é extremamente positiva. A expectativa é recuperar o que foi perdido. Houve um impacto na relação Brasil-Estados Unidos. Fonte: Notícias Agrícolas. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.