25/Feb/2026
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou nesta terça-feira (24/02) uma plataforma para ajudar a monitorar as vastas plantações de café do País e detectar se os grãos estão sendo cultivados em áreas desmatadas a partir de 2020. A plataforma do parque cafeeiro foi construída em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e combinará bancos de dados do governo e monitoramento por satélite para garantir a rastreabilidade do café. Isso fortalecerá a competitividade da indústria cafeeira brasileira.
O lançamento da plataforma antecede a esperada aplicação da lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR), que proibirá as importações de commodities ligadas a terras desmatadas após 31 de dezembro de 2020. Embora tenha sofrido atrasos, a lei EUDR deve afetar grandes operadores e comerciantes a partir do final deste ano, enquanto as empresas menores terão que se adequar a partir de 30 de junho de 2027. As exportações brasileiras de café para a União Europeia somam cerca de US$7 bilhões por ano, conforme o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
A União Europeia representa aproximadamente 44% do mercado brasileiro de café. O Brasil é o maior produtor mundial de café arábica e o segundo maior produtor de cafés canéforas (robusta e conilon). Para 2026, a Conab prevê que a produção total atingirá um recorde de 66,2 milhões de sacas de 60 Kg. A plataforma ajudará a mostrar que o café brasileiro é livre de desmatamento, bem como de invasão de terras pertencentes a comunidades indígenas e quilombolas. O café brasileiro, que é sinônimo de qualidade, agora também será sinônimo de rastreabilidade e confiança. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.