04/Mar/2026
O preço médio do café arábica em fevereiro atingiu o menor nível desde julho de 2025, pressionado por projeções que apontam possibilidade de safra recorde no Brasil em 2026/2027, cenário que não se verifica desde 2021. A expectativa de maior produção nacional pode resultar em superávit no balanço global de oferta e demanda, ainda que os estoques mundiais não devam registrar recomposição expressiva em 2026. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto nem São Paulo, apresentou média de R$ 1.864,51 por saca de 60 Kg em fevereiro, recuo de R$ 311,31 por saca de 60 Kg, ou 14,3%, frente a janeiro.
Em termos reais, o valor ficou apenas R$ 66,32 por saca de 60 Kg acima do registrado em julho de 2025, período correspondente ao pico da colheita 2025/26. Apesar da queda recente, o patamar segue elevado sob perspectiva histórica, configurando a terceira maior média real para o mês de fevereiro desde o início da série, em setembro de 1996, atrás apenas do mesmo mês de 2025 e de fevereiro de 1997. Nos últimos sete dias, o Indicador do arábica reagiu 3,29%, cotado a R$ 1.840,70 por saca de 60 Kg. Na Bolsa de Nova York, o contrato maio/26 avançou 2,35%, a 284,60 centavos de dólar por libra-peso. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.