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23/Apr/2026

Preços do arábica e robusta pressionados em abril

O mês de abril avança, e os preços do café têm apresentado elevada volatilidade, mas o movimento que tem prevalecido é o de queda, sobretudo para o robusta. Diante disso, na parcial deste mês, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta do tipo 6, peneira 13 acima, à vista, a retirar no Espírito Santo, registra média de R$ 903,90 por saca de 60 Kg, a menor desde março de 2024, em termos reais (valores corrigidos pelo IGP-DI de março/26), quando a média foi de R$ 892,73 por saca de 60 Kg. A média também está 11,55% abaixo da de março/26. A pressão sobre os valores está relacionada à colheita. As atividades envolvendo o robusta já estão mais próximas de ganhar ritmo do que as do arábica.

Rondônia e Espírito Santo tradicionalmente iniciam a colheita antes das regiões produtoras de arábica, e, nas próximas semanas, os trabalhos devem avançar nestes Estados. Além disso, os cenários geopolítico e cambial têm reforçado a volatilidade. A expectativa é de que as incertezas no cenário global sigam influenciando as cotações do café. Diante desse cenário de preços mais baixos, o mercado segue bastante nominal, com poucos negócios efetivados. Lavouras mais precoces já entram no radar dos agentes, enquanto os produtores mantêm baixa disposição para comercializar os cafés remanescentes da safra passada. É possível que, mesmo com a entrada da nova safra, o ritmo de negociações permaneça lento, especialmente porque grande parte dos produtores conseguiu recompor o caixa na última temporada.

Nos próximos dias, as decisões de venda devem depender cada vez mais da análise individual de custos, rentabilidade e risco. Um caixa mais equilibrado confere maior poder de barganha aos produtores, permitindo que negociem sua produção em patamares de preços que atendam às suas expectativas e garantam margens compatíveis com as condições de mercado no momento da comercialização. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, à vista, a retirar no Espírito Santo, está cotado a R$ 909,64 por saca de 60 Kg, alta de 3,5% nos últimos sete dias. O tipo 7/8, bica corrida, à vista, a retirar no Espírito Santo, tem alta de 4% no mesmo comparativo, para R$ 883,14 por saca de 60 Kg.

Para o café arábica, o quadro também é de queda na parcial do mês. Após iniciarem abril próximas de R$ 1.900,00 por saca de 60 Kg, as cotações recentes já estão abaixo de R$ 1.800,00 por saca de 60 Kg para o arábica tipo 6. Na parcial do mês, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, apresenta média de R$ 1.824,91 por saca de 60 Kg, 4,6% (ou R$ 88,98 por saca de 60 Kg) inferior à média de março/26, e a menor desde julho/25, período de plena safra nacional. Nos últimos sete dias, especificamente, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, registra recuo de 2,5%, cotado a R$ 1.775,84 por saca de 60 Kg. Na Bolsa de Nova York, o contrato Julho/26 recuou 2,9% nos últimos sete dias, a 287,75 centavos de dólar por libra-peso. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.