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29/Apr/2026

Arábica: preços em alta e colheita em ritmo lento

A colheita do café arábica da safra 2026/27 ainda ocorre de forma bastante lenta na maioria das regiões brasileiras. Os trabalhos de campo foram iniciados de forma um pouco mais efetiva apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. No Sul de Minas, a grande maioria dos produtores ainda não começou as atividades, tendo em vista que alguns poucos talhões devem ficar pronto para colheita nos próximos dias. A tendência é de que os trabalhos comecem a ganhar força a partir da segunda quinzena de maio. No Cerrado Mineiro, importante praça produtora de arábica do Brasil, a previsão é de que o início efetivo da colheita ocorra somente no fim de maio, comportamento típico dessa região, que tradicionalmente começa mais tarde que as demais.

Em São Paulo, na região de Garça, parte dos produtores começou os trabalhos, mas o volume colhido ainda é bastante reduzido. A safra dessa região paulista deve ser de média a boa, longe, por enquanto, de se configurar um desempenho recorde. Agentes locais demonstram cautela quanto às projeções mais otimistas, e a confirmação do potencial produtivo da região dependerá do andamento das colheitas nas próximas semanas. Na Mogiana, a expectativa é de que os trabalhos comecem em aproximadamente duas semanas, ou seja, entre meados e fim de maio. No Noroeste do Paraná, as atividades estão se iniciando, mas podem sofrer algum atraso em função das chuvas recentes, com perspectiva de normalização assim que o tempo firmar.

O bom desenvolvimento das lavouras de café, tanto de arábica quanto de robusta, é destacado por agentes. Muitos reportam que a safra está bem conduzida até o momento e que isso pode resultar em colheita recorde, vale lembrar que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta colheita recorde para o Brasil nesta temporada, o que reforça o otimismo do setor. Quanto ao mercado, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, está cotado a R$ 1.784,02 por saca de 60 Kg, com alta de 0,46% nos últimos sete dias. Na Bolsa de Nova York, o contrato Julho/26 está cotado a 288,50 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 75 pontos (ou 0,26%) nos últimos sete dias. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.