ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

22/May/2026

Frete do café ao Oriente Médio registra forte alta

O agravamento das tensões no Oriente Médio elevou em até 40% os custos de frete para exportações brasileiras de café destinadas à região, pressionando despesas com combustível, seguro de carga e rotas marítimas mais longas. Apesar do encarecimento logístico e das incertezas nas rotas internacionais, os embarques brasileiros seguem em ritmo considerado firme pelo setor exportador. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) avalia que os impactos sobre os embarques ainda permanecem limitados. Entre janeiro e abril de 2026, as exportações brasileiras de café para o Oriente Médio recuaram 6,5%, desempenho menos negativo que o total das exportações brasileiras da commodity, que apresentaram retração de 19% no mesmo período.

A redução das compras por países como Turquia e Arábia Saudita foi parcialmente compensada pelo aumento da demanda em mercados como Líbano, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Síria e Egito. Atualmente, o Oriente Médio representa cerca de 7,5% das exportações brasileiras de café, mantendo relevância estratégica diante dos desafios comerciais enfrentados pelo setor em outros mercados relevantes, como União Europeia e Estados Unidos. O setor trabalha com expectativa de recuperação das exportações no segundo semestre de 2026, sustentada pela perspectiva de uma safra robusta no Brasil.

As estimativas de mercado apontam produção próxima de 73 milhões de sacas, acima das 66,7 milhões de sacas de 60 Kg projetadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O café conilon deve manter elevado volume de produção, enquanto o café arábica pode se aproximar dos níveis recordes registrados em 2020. A expectativa é de recuperação da participação brasileira no mercado global de café caso não ocorram novos eventos climáticos severos. Ainda assim, o setor segue monitorando riscos relacionados ao El Niño, especialmente possíveis ondas de calor e períodos de seca nas regiões produtoras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.