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22/May/2026

Previsão de produção recorde no Brasil em 2026/27

Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de café deve alcançar recorde de 66,7 milhões de sacas de 60 Kg em 2026, o que corresponde a um crescimento de 18% em comparação com o ano passado (56,54 milhões de sacas de 60 Kg). Em comparação com a pesquisa anterior, de fevereiro de 2026, quando a previsão era de 66,19 milhões de sacas de 60 Kg, houve leve aumento de 0,8%, ou 510 mil sacas de 60 Kg. Caso o resultado recorde se confirme ao final do ciclo, o volume colhido vai superar em 5,74% o recorde anterior, de 2020, quando foram colhidas 63,08 milhões de sacas de 60 Kg. A área total destinada à cafeicultura deverá registrar um aumento de 3,9%, atingindo 2,34 milhões de hectares, dos quais 1,94 milhão de hectares em produção e 401,7 mil hectares em formação.

A produtividade média nacional das lavouras deve apresentar recuperação de 13%, sendo prevista em 34,4 sacas de 60 Kg por hectare. Para o arábica, a previsão de produção é de 45,77 milhões de sacas de 60 Kg, aumento expressivo de 28% sobre o ano anterior (35,76 milhões de sacas de 60 Kg) e a terceira maior registrada na série histórica, atrás apenas dos resultados obtidos em 2020 e 2018. A alta é explicada pelos efeitos positivos do atual ciclo de bienalidade, o que influencia na maior área destinada à produção, aliada às condições climáticas favoráveis. No caso do conilon, a expectativa é que sejam colhidas 20,93 milhões de sacas de 60 Kg, o que representa uma alta de 0,8% sobre a safra anterior (20,77 milhões de sacas de 60 Kg).

O crescimento é influenciado pela maior área em produção, projetada em 388,22 mil hectares, o que compensa a queda de 3,5% no desempenho médio nacional das lavouras de conilon, estimada em 53,9 sacas de 60 Kg por hectare. Apenas em Minas Gerais, principal produtor de café no País e Estado que registra a maior área destinada para o arábica, a produção é estimada em 33,4 milhões de sacas de 60 Kg, somadas as duas espécies, o que representa um aumento de 29,8% em comparação com o volume total produzido na safra anterior. O bom resultado é justificado pelo ciclo de bienalidade positiva aliada à melhor distribuição das chuvas, principalmente, nos meses precedentes à floração, além do clima favorável até março, o que proporcionou uma boa granação, fatores que contribuem para uma boa produtividade. A previsão também é de alta na produção nos principais Estados produtores de café.

No Espírito Santo, segundo maior produtor do grão, a estimativa é de uma alta de 3% na produção, podendo alcançar 18 milhões de sacas de 60 Kg. O resultado positivo é justificado pelo ciclo de alta bienalidade nas lavouras da espécie arábica, que apresentam um crescimento de 27,9% na produtividade, com a produção prevista em 4,4 milhões de sacas de 60 Kg. As lavouras de conilon devem registrar uma colheita de 13,6 milhões de sacas de 60 Kg, redução de 4,2%, em relação ao ano anterior. Essa queda é explicada pelo elevado desempenho registrado em 2025, situação que limitou o potencial produtivo para a atual temporada. Além disso, as temperaturas registradas ao longo do ciclo produtivo do conilon no Espírito Santo estiveram abaixo da média, o que também afeta a fisiologia da planta refletindo no desempenho apresentado.

Ainda assim, a atual produtividade estimada pela estatal é a segunda maior da série histórica verificada no Espírito Santo. Na Bahia, a regularidade climática, o maior investimento dos produtores em manejo e a entrada de novas áreas em produção refletem em um crescimento na safra de 5,9%, com expectativa de uma colheita total de 4,7 milhões de sacas de 60 Kg, das quais 1,2 milhão de sacas de 60 Kg de arábica e 3,5 milhões de sacas de 60 Kg de conilon. Em São Paulo, Estado onde o cultivo é exclusivo de arábica, é esperado um aumento de 24,6% na produção, estimada em 5,9 milhões de sacas de 60 Kg. No caso de Rondônia, a produção é exclusiva de conilon, e a safra prevista é de 2,8 milhões de sacas de 60 Kg, elevação de 19,4% em comparação com o volume obtido na safra passada. A renovação do material genético por plantas clonais mais produtivas, que vem ocorrendo nas últimas safras, aliada às condições climáticas favoráveis desde o início do ciclo, justificam o acréscimo observado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.