ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

25/May/2026

Etiópia: projeção para produção de café 2026/2027

Segundo o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Adis Abeba, a produção de café da Etiópia no ano-safra 2026/27 deve atingir 12,10 milhões de sacas de 60 Kg, avanço de 4,7% em relação ao ciclo anterior. O crescimento projetado é atribuído principalmente ao aumento da produtividade em condições climáticas consideradas normais, além da expansão de 1,3% da área colhida, estimada em 800 mil hectares. A previsão considera a ocorrência de chuvas regulares, floração mais saudável e desenvolvimento uniforme dos frutos nas principais regiões produtoras do país. O relatório destaca a relevância dos pequenos produtores, responsáveis por aproximadamente 90% da produção nacional de café. Também são apontados ganhos de produtividade decorrentes da adoção de práticas agronômicas mais eficientes, como poda e desbaste de cafeeiros antigos, que representam cerca de 70% do parque cafeeiro etíope.

As exportações de café da Etiópia em 2026/27 são estimadas em 7,13 milhões de sacas, alta de 2,4% em relação à estimativa revisada para 2025/26. O avanço é sustentado pela maior disponibilidade de café e pelo crescimento da demanda internacional pelos grãos arábica etíopes, com destaque para a China, que amplia participação nas compras em razão do acesso isento de tarifas. A previsão de embarques também considera maior volume remanescente da safra 2025/26, uma vez que produtores e fornecedores vêm retendo estoques à espera de melhores preços no mercado internacional. O ciclo 2025/26, porém, foi marcado por dificuldades operacionais e comerciais para o setor cafeeiro etíope.

A estimativa de exportação para o período foi revisada de 7,80 milhões para 6,97 milhões de sacas de 60 Kg, refletindo preços recordes da cereja de café no mercado doméstico e cotações internacionais menos atrativas, reduzindo o incentivo às exportações. Os exportadores relataram ainda aumento de 60% nos custos operacionais por contêiner em comparação ao ano anterior, ampliando a pressão sobre os embarques. Além disso, persistiram desafios logísticos relacionados às tensões no Oriente Médio, escassez de combustível na Etiópia e falta de contêineres no Porto de Djibouti. As restrições logísticas e financeiras atrasaram o fluxo de café das áreas produtoras para unidades de processamento e, posteriormente, para os mercados internacionais. Apesar desse cenário, os embarques registrados em abril de 2026 alcançaram o segundo maior volume para o mês nos últimos cinco anos, impulsionados pela pressão das autoridades para liberação dos estoques retidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.