25/May/2026
Segundo o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Bogotá, a produção de café da Colômbia deve apresentar recuperação no ano-safra 2026/27, com volume estimado em 13,4 milhões de sacas de 60 Kg de grãos verdes, alta de 7,2% em relação ao ciclo anterior. A melhora esperada ocorre em meio à transição de La Niña para um forte El Niño, condição climática historicamente favorável à cafeicultura colombiana. As lavouras de café no país apresentam capacidade de suportar períodos de estresse hídrico e temperaturas elevadas, especialmente em áreas com solos de maior retenção de umidade. A projeção positiva para 2026/27 contrasta com a estimativa de retração para a safra 2025/26, cuja produção é estimada em 12,5 milhões de sacas de 60 Kg, queda de 9,4%.
O recuo é atribuído principalmente ao excesso de chuvas nas regiões produtoras, fator que prejudicou o processo de florada e o desenvolvimento fisiológico dos grãos. A precipitação contínua reduziu o déficit hídrico necessário para indução floral e elevou a incidência da ferrugem do cafeeiro. Apesar disso, os indicadores fitossanitários permanecem relativamente controlados em função da elevada adoção de variedades resistentes e de boas práticas agronômicas. Levantamento realizado em janeiro de 2026 apontou incidência nacional de ferrugem em 4,5%, enquanto a infestação por broca do café atingiu 1,6%, abaixo do limite considerado de dano econômico, de 2%. Para enfrentar desafios relacionados à produtividade e qualidade, novas variedades adaptadas às condições climáticas vêm sendo desenvolvidas, incluindo a cultivar “umbral”, voltada à resistência a temperaturas elevadas.
Com a recuperação da produção, as exportações colombianas de café devem atingir 13,4 milhões de sacas de 60 Kg em 2026/27, avanço de 4,6% frente à estimativa revisada do ciclo anterior. Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações, concentrando cerca de 40% do mercado, seguidos por União Europeia e Japão. As importações colombianas de café devem recuar para 2 milhões de sacas de 60 Kg em 2026/27, após alcançarem aproximadamente 2,4 milhões de sacas de 60 Kg em 2025/26 para compensar a menor oferta interna. O Brasil permanece como principal fornecedor externo da Colômbia, principalmente de grãos destinados ao segmento de cafés de menor qualidade e à indústria de solúveis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.