27/May/2026
A colheita de café no Brasil está em ritmo lento na maior parte das regiões produtoras. Esperava-se que os trabalhos se intensificassem a partir de meados de maio, mas as recentes chuvas têm atrapalhado o avanço das atividades em diversas áreas. As precipitações costumam derrubar o café mais que o normal e os grãos que caem no chão tendem a perder qualidade durante o processo de coleta. No Sul de Minas Gerais, a colheita do café arábica se aproxima de 10% do total, com compradores afirmando que os trabalhos devem ganhar mais fôlego nesta ou na próxima semana. Nas Matas de Minas, os relatos variam entre 10% e 15%, embora o ritmo ainda seja descrito como lento pelos agentes.
No Cerrado Mineiro, como esperado para o período, a colheita ainda está perto dos 5%, com expectativa de avanço mais expressivo nas próximas semanas. Em São Paulo, a média da colheita do arábica está próxima de 10%, mas a região foi uma das que menos avançaram com as atividades nos últimos dias. Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ajudam a entender o motivo. Em Marília, foram registrados 93 mm apenas entre 20 e 24 de maio, totalizando 194,8 mm no mês, volume expressivo que pode ter limitado ou até mesmo interrompido os trabalhos de campo. Na Mogiana Paulista, foram registrados cerca de 10 mm na última semana, e a colheita sequer havia começado em algumas áreas dessa região.
No Paraná, a colheita está em torno de 20% do total. Londrina registrou apenas 9 mm de chuvas nos últimos dias, o que favoreceu a colheita. O acúmulo mensal em Londrina, ainda assim, soma 150,1 mm. Em Varginha (MG), foram registrados 16,5 mm na última semana. A previsão segue indicando pancadas de chuva na maior parte das regiões produtoras de arábica. Para o robusta, os relatos de agentes indicam que a colheita no Espírito Santo atingiu entre 15% e 25% do total. Rondônia segue como a região mais avançada do País, com entre 50% e mais de 60% da colheita já concluída, ritmo típico da região, que tradicionalmente inicia e encerra os trabalhos antes das demais áreas. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.