28/May/2026
A região do Circuito das Águas Paulista, localizada na Serra da Mantiqueira, conquistou a Indicação Geográfica (IG) para os cafés produzidos no território, reforçando o avanço da diferenciação e da agregação de valor na cafeicultura paulista. O reconhecimento foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e publicado nesta semana, após ações de acompanhamento e fomento conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A nova certificação amplia o posicionamento de São Paulo no mercado de cafés especiais. Esta passa a ser a 15ª Indicação Geográfica do Estado e a sétima ligada à produção cafeeira, consolidando o avanço da estratégia de valorização da origem, da qualidade e da rastreabilidade dos cafés paulistas.
A tradição da cafeicultura na região remonta à segunda metade do século XIX, período marcado pela expansão da colonização europeia, especialmente de imigrantes italianos e portugueses, que impulsionaram o desenvolvimento agrícola e o cultivo do café na Serra da Mantiqueira paulista. O reconhecimento considera fatores naturais e produtivos que diferenciam os cafés da região, como altitude elevada, clima serrano e características específicas do solo. Esses fatores contribuem para a produção de cafés especiais com maior complexidade sensorial, qualidade de bebida e potencial de valorização no mercado nacional e internacional.
A Indicação Geográfica abrange os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro. A gestão da IG ficará sob responsabilidade da Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap). O avanço das certificações ocorre em um momento de expansão do mercado de cafés especiais no Brasil e no exterior, impulsionado pela crescente demanda por produtos de origem identificada, sustentabilidade, rastreabilidade e diferenciação de qualidade. As IGs também vêm sendo utilizadas como ferramenta de fortalecimento regional, agregação de renda ao produtor e promoção turística das regiões produtoras.
Além do ganho comercial, a certificação tende a fortalecer estratégias de exportação e posicionamento premium dos cafés do Circuito das Águas Paulista, ampliando a competitividade dos produtores locais em nichos de maior valor agregado. O Brasil possui atualmente dezenas de Indicações Geográficas ligadas ao agronegócio, abrangendo cadeias como café, vinho, queijo, mel, frutas e cacau. No segmento cafeeiro, as certificações vêm ganhando relevância especialmente em regiões de montanha, onde fatores climáticos e de terroir favorecem a produção de cafés especiais. Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.