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28/May/2026

Pequenos produtores lideram na produção de café

Levantamento inédito do Sebrae aponta que os pequenos produtores representam 54% da cafeicultura brasileira, consolidando o segmento como principal base da produção nacional de café. A pesquisa, realizada por meio da Pesquisa Nacional de Segmentação dos Produtores de Café, mostra que a maior parte desses cafeicultores atua em propriedades com menos de 20 hectares. Os produtores de médio porte correspondem a 38% do total, enquanto os grandes representam 8%. O estudo entrevistou 1.102 produtores em 14 Estados e identificou que o perfil médio do cafeicultor de pequeno porte reúne idade média de 49 anos e cerca de 21 anos de experiência na atividade. Regionalmente, Minas Gerais e São Paulo concentram predominância de médios produtores, enquanto os Estados fora do Sudeste apresentam maior presença de pequenos negócios. Rondônia lidera esse perfil, com 87% dos produtores enquadrados como pequenos, seguido por Acre, com 83%, e Goiás mais Distrito Federal, com 76%.

A pesquisa também aponta avanço no nível de escolaridade do setor. Mais da metade dos entrevistados possui ao menos ensino médio completo. Em algumas regiões, há maior concentração de produtores com ensino superior e pós-graduação. Em Goiás e Distrito Federal, 47% possuem ensino superior e 29% pós-graduação. Na Paraíba, os índices chegam a 53% e 11%, respectivamente. Em São Paulo, 40% possuem ensino superior e 11% pós-graduação, enquanto em Minas Gerais os percentuais são de 45% e 8%. O perfil demográfico do setor permanece predominantemente masculino, com homens representando 79% dos produtores e mulheres 21%. A Geração X, entre 41 e 56 anos, lidera a participação com 41%, seguida pelos produtores com mais de 57 anos, que somam 29%. Os millennials, entre 25 e 40 anos, representam 27%, enquanto a Geração Z responde por apenas 3% do total. O levantamento mostra ainda crescimento relevante do segmento de cafés especiais.

Segundo a pesquisa, 61% dos entrevistados declararam produzir cafés diferenciados, movimento associado à valorização crescente de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade no mercado nacional e internacional. No campo das certificações, 27% dos produtores já possuem selos socioambientais e outros 29% pretendem obter certificações nos próximos anos. O avanço das indicações geográficas também ganha espaço na estratégia de agregação de valor. Atualmente, o Brasil possui 23 indicações geográficas voltadas ao café, todas apoiadas pelo Sebrae. Entre os entrevistados, São Paulo concentra a maior adesão às IGs, com participação de 44% dos produtores consultados, seguido por Minas Gerais, com 35%. O levantamento reforça a importância da agricultura familiar e dos pequenos negócios na sustentação da cafeicultura brasileira, especialmente em um cenário de maior demanda por cafés especiais, sustentabilidade e diferenciação de origem no mercado global. Fonte: Canal Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.