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01/Jul/2026

Arábica: movimentação de preços no mês de junho

O mercado cafeeiro foi fortemente influenciado pelo volume atípico de chuvas registrado nas principais regiões produtoras de arábica do Brasil em junho. Historicamente, junho é caracterizado por precipitações muito limitadas, mas, em 2026, os volumes foram expressivos nas principais regiões, comprometendo o andamento da colheita da safra 2026/27. Além de derrubar grãos dos pés, as chuvas inviabilizam a secagem nos terreiros e influenciam no aparecimento de mofo tanto nos grãos caídos no chão quanto naqueles ainda na planta, gerando preocupação relevante com a qualidade dos lotes.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Marília (SP), na região da Paulista, o total foi de 88,2 milímetros em junho; em Varginha, no Sul de Minas Gerais, de 73,2 mm; em Patrocínio, no Cerrado Mineiro, de 72,4 mm; em Londrina, no Norte do Paraná, 71,6 mm; e em Franca (SP), na Mogiana Paulista, de 56,7 mm. Quanto aos preços, oscilaram em junho. Na primeira dezena do mês, antes das chuvas mais intensas, os preços estavam em queda, influenciados pelo avanço da colheita.

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, chegou a R$ 1.383,57 por saca de 60 Kg no dia 9 de junho, o menor valor diário desde outubro de 2024, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de maio de 2026). Porém, com o aumento no volume de chuvas e a consequente paralisação das atividades no campo, os preços chegaram a subir em alguns dias no final do mês passado. Nos últimos sete dias, o Indicador CEPEA/ESALQ registra avanço de 2,85%.

Apesar disso, comparando-se a média do Indicador em junho frente à de maio, a queda ainda é de fortes 11%, saindo de R$ 1.653,92 por saca de 60 Kg para R$ 1.471,68 por saca de 60 Kg neste mês. De forma geral, as condições climáticas atuais preocupam, visto que o excesso de chuvas nesse período pode induzir flores antecipadas nos cafezais, o que pode atrapalhar a safra que será colhida no meio do ano que vem no Brasil. Além disso, os estoques globais de café seguem apertados e se conta muito com a produção brasileira para que os estoques de café arábica no mundo se elevem. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.