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02/Jul/2026

Funcafé define condições de crédito na safra 2026/27

A definição das condições de financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a safra 2026/27 reforça a previsibilidade e o suporte financeiro à cadeia produtiva do café, segundo avaliação do Conselho Nacional do Café (CNC). A entidade considera que as regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) consolidam um dos principais instrumentos de apoio ao setor no âmbito do Plano Safra 2026/27. Pelas novas regras, as operações de custeio, comercialização, contratos de opção, operações em mercados futuros e recuperação de cafezais danificados terão taxa de juros de 11,5% ao ano.

As linhas destinadas ao Financiamento para Aquisição de Café (FAC) e ao capital de giro para indústrias de torrefação, indústrias de café solúvel e cooperativas de produção terão juros de 13% ao ano. Na comparação com a safra anterior, as taxas foram reduzidas em 1,5 ponto porcentual. Em 2025/26, as linhas de custeio, comercialização, contratos de opção, mercados futuros e recuperação de cafezais operavam com juros de 13% ao ano, enquanto as operações do FAC e de capital de giro para indústrias e cooperativas tinham taxa de 14,5% ao ano. O Funcafé contará com orçamento de R$ 7.368.712.499,00 para atender as principais linhas de financiamento da cadeia cafeeira na safra 2026/27. A linha de Comercialização recebeu a maior parcela dos recursos, com R$ 2,713 bilhões, equivalentes a 37% do total.

O Financiamento para Aquisição de Café (FAC) contará com R$ 1,708 bilhão, correspondente a 23% do orçamento. Para as operações de Custeio foram destinados R$ 1,616 bilhão, representando 22% dos recursos. As linhas de Capital de Giro terão R$ 1,150 bilhão, o equivalente a 16% do total, enquanto a Recuperação de Cafezais contará com R$ 180 milhões, correspondentes a 2% do orçamento. Na avaliação do CNC, a redução do custo financeiro e a distribuição dos recursos entre as diferentes modalidades de crédito fortalecem as condições de financiamento para produtores, cooperativas e indústrias, contribuindo para maior estabilidade na comercialização e no desenvolvimento da cafeicultura ao longo da safra 2026/27. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.