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14/Jul/2026

Funcafé: 36 instituições operarão recursos em 26/27

A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa) concluiu a análise das propostas e da documentação das instituições financeiras interessadas em operar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra 2026/27. Ao todo, 36 instituições financeiras públicas, privadas, cooperativas de crédito e bancos de desenvolvimento foram credenciadas para operacionalizar R$ 7,368 bilhões destinados à cadeia produtiva do café. Os recursos serão direcionados às principais linhas de financiamento do Funcafé, incluindo custeio, comercialização, aquisição de café, capital de giro para cooperativas e indústrias e recuperação de cafezais danificados. O resultado refere-se ao Edital de Chamamento Público nº 001/2026, que atualiza o Edital de Credenciamento nº 002/2025, com habilitação realizada após análise técnica da Comissão de Contratação da SPA/Mapa, conforme critérios estabelecidos pelas Portarias MAPA nº 698/2024 e nº 907/2026. A maior parcela dos recursos foi destinada à linha de Comercialização, com R$ 2,713 bilhões, equivalente a 37% do orçamento total.

Na sequência, a linha de Aquisição de Café (FAC), voltada à sustentação do mercado e com participação dos diferentes elos da cadeia produtiva, recebeu R$ 1,708 bilhão, correspondente a 23% do total. O Custeio terá R$ 1,616 bilhão, ou 22% dos recursos aprovados. A linha de Capital de Giro contará com R$ 1,150 bilhão, equivalente a 16%, enquanto a Recuperação de Cafezais Danificados receberá R$ 180 milhões, representando 2% do orçamento total do Funcafé na safra 2026/27. Entre as instituições credenciadas estão bancos comerciais, cooperativas de crédito e bancos de desenvolvimento, com destaque para Banco Cooperativo Sicredi, com R$ 499,324 milhões atribuídos; Sicoob Central Crediminas, com R$ 461,147 milhões; Banco Cooperativo Sicoob, com R$ 428,125 milhões; Banco do Brasil, com R$ 378,974 milhões; e Banco Bradesco, Banco Itaú Unibanco e Banco Santander, com valores próximos a R$ 349,8 milhões cada.

A expectativa do Ministério da Agricultura é que o desembolso dos recursos aos agentes financeiros ocorra ainda em julho, após a assinatura dos contratos. A medida busca garantir maior agilidade na disponibilização do crédito aos produtores, cooperativas e demais segmentos da cadeia cafeeira. Conforme a Resolução CMN nº 5.324, de 30 de junho de 2026, as operações de custeio, comercialização, contratos de opções e mercados futuros e recuperação de cafezais danificados terão taxa de juros de até 11,5% ao ano. Já as linhas de aquisição de café por meio do FAC e de capital de giro para indústrias de torrefação, café solúvel e cooperativas terão taxa de até 13,0% ao ano. O Funcafé permanece como um dos principais instrumentos de financiamento da cafeicultura brasileira, oferecendo suporte para manutenção da produção, comercialização da safra, equilíbrio de mercado e recuperação da capacidade produtiva dos cafezais afetados por eventos adversos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.