15/Jul/2026
O mercado de café arábica tem registrado volatilidade expressiva, mas, de modo geral, os fundamentos altistas têm predominado, com preocupações em relação ao clima, o atraso da colheita da safra 2026/27 no Brasil e as incertezas quanto à qualidade dos grãos nesta nova temporada. Vale destacar que a safra brasileira 2026/27 é bastante aguardada por agentes de mercado, visto que os estoques globais de café arábica estavam bastante restritos até o começo da colheita. A semana passada começou com forte disparada dos futuros. Na segunda-feira (06/07), o contrato Setembro/26 na Bolsa de Nova York subiu expressivos 16,19% frente ao pregão anterior, encerrando a 349,95 centavos de dólar por libra-peso.
O movimento foi impulsionado pelos atrasos na colheita brasileira e pela menor oferta de cafés de qualidade no curto prazo, em razão das chuvas. Contudo, esse quadro de alta não se sustentou. Na terça-feira (07/07), a realização de lucros e a liquidação de posições compradas fizeram o contrato devolver boa parte dos ganhos, e o vencimento Setembro/26 recuou 9,24%. Na quinta-feira (09/07), os preços externos voltaram a reagir com intensidade. A redução dos estoques certificados na Bolsa de Nova York e novas previsões de chuvas nas regiões produtoras, que poderiam atrapalhar novamente a colheita, levaram o contrato Setembro/26 a saltar 12,30% no dia. Mesmo diante da expressiva alta, que foi consequentemente repassada aos preços domésticos, poucos negócios foram concretizados no mercado brasileiro, com agentes preferindo postergar a comercialização, diante da elevada volatilidade.
O encerramento da semana trouxe novas quedas. Na sexta-feira (10/07), a realização de lucros voltou a pressionar as cotações, e o contrato Set/26 recuou 3,92%. Na segunda-feira (13/07), a baixa foi de 1,27%, enquanto o mercado interno permanece praticamente estável. O Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, está cotado a R$ 1.728,97 por saca de 60 Kg, queda de 3,27% nos últimos sete dias. No acumulado do mês, por outro lado, o Indicador registra forte alta de 9,52%. Na Bolsa de Nova York, o recuo é de 5,70% nos últimos sete dias, com o contrato Set/26 fechando a US$ 330,00 centavos de dólar por libra-peso. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.