16/Jul/2026
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) avalia que a decisão aguardada do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre as tarifas de importação aplicadas aos produtos brasileiros será fundamental para restabelecer segurança jurídica às exportações de café brasileiro para o mercado norte-americano. A expectativa é que a definição traga maior previsibilidade para os embarques de todas as categorias de café produzidas pelo Brasil, incluindo arábica, canéfora (conilon e robusta) e café solúvel, embora este último permaneça, até o momento, sujeito à tarifa adicional de 25%. O impacto das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos já alterou o perfil das exportações brasileiras de café na safra 2025/26. Pela primeira vez desde a safra 2009/10, os Estados Unidos deixaram de ocupar a posição de principal destino do café brasileiro.
A Alemanha assumiu a liderança, com importações de 5,188 milhões de sacas de 60 Kg, equivalentes a 13,5% das exportações brasileiras, apesar da retração de 20,6% em relação à safra anterior. Os Estados Unidos passaram a ocupar a segunda posição, com compras de 4,243 milhões de sacas de 60 Kg, volume 43,2% inferior ao registrado na temporada anterior. Na sequência aparecem Itália, com 3,267 milhões de sacas de 60 Kg (-8,1%), Bélgica, com 2,330 milhões de sacas de 60 Kg (-24,7%), e Japão, com 2,300 milhões de sacas de 60 Kg (+0,2%). A expectativa do governo brasileiro é de que o USTR anuncie novas tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros, embora exista a possibilidade de divulgação de uma lista ampliada de exceções, reduzindo os impactos sobre determinados setores exportadores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.