17/Jul/2026
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmou a exclusão de todos os cafés do Brasil da nova tarifa de 25% aplicada a produtos exportados pelo País, decisão recebida de forma positiva pelas entidades representativas da cadeia cafeeira brasileira. A avaliação do setor é de que a medida preserva a competitividade das exportações nacionais no principal mercado consumidor e importador mundial de café. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informaram que o trabalho realizado em conjunto com a National Coffee Association (NCA), com apoio dos importadores norte-americanos, resultou na manutenção dos cafés anteriormente incluídos na lista de exceções da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301, além da ampliação dessa relação para incluir também o café solúvel não aromatizado entre os produtos isentos da tarifa.
Com a decisão, permanecem excluídos da incidência da tarifa de 25% o café verde, os cafés industrializados produzidos no Brasil, incluindo o café solúvel, bem como seus subprodutos destinados ao mercado dos Estados Unidos. Segundo as entidades, a isenção protege exportações brasileiras de café para os Estados Unidos estimadas entre US$ 2,0 bilhões e US$ 2,5 bilhões por ano, preservando um mercado estratégico para o Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, além de reforçar a posição do País como fornecedor essencial para a cadeia de abastecimento norte-americana. Apesar do resultado favorável, as entidades alertam que permanece em andamento uma segunda investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que poderá resultar na imposição de uma nova tarifa de aproximadamente 12,5% sobre o café brasileiro.
Diante desse cenário, Abic, Abics e Cecafé informaram que manterão as ações de representação institucional voltadas à defesa da sustentabilidade, da qualidade e da competitividade dos cafés do Brasil no mercado internacional, com o objetivo de preservar os interesses de todos os segmentos da cadeia produtiva. A confirmação de que os cafés do Brasil permanecerão fora da tarifa adicional anunciada pelos Estados Unidos foi recebida como uma vitória estratégica pelo setor cafeeiro. Para o Conselho Nacional do Café (CNC), o resultado reflete a articulação institucional e o trabalho coordenado entre governo e entidades que atuam da produção à exportação. A decisão fortalece o comércio exterior e, sobretudo, produtores e cooperativas espalhados pelas regiões cafeeiras do País. O setor também ressaltou a permanência do café solúvel fora das tarifas, por se tratar de um produto de maior valor agregado, associado a tecnologia e geração de empregos no Brasil. A avaliação é que o resultado indica que o mercado americano considera o café brasileiro relevante para sua própria cadeia de negócios e consumidores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.