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07/Oct/2026

Recuo no poder de compra frente a fertilizantes

A safra 2027/28 segue em desenvolvimento no Brasil, e, com o retorno das chuvas na maior parte das regiões produtoras, os cafeicultores entram no período de aplicação de adubos. Essa etapa, no entanto, ocorre em um momento de menor poder de compra de produtores frente a esses insumos. Apesar de boa parte dos agentes já ter adquirido os adubos para o momento atual, uma nova aplicação deve ser realizada até o fim do ano e no começo de 2027. Assim, o planejamento das compras já pode estar em andamento. Vale lembrar que os cafeicultores mais capitalizados costumam adquirir bens e insumos no final do ano por questões fiscais.

Considerando-se o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica e os preços médios dos insumos no estado de São Paulo, em agosto, 1,33 saca de 60 Kg de café era necessária para adquirir 1 tonelada do formulado 20-00-20. Em setembro, essa relação subiu para 1,57 saca de 60 Kg e, nesta parcial de outubro, chegou a 1,59 saca de 60 Kg. Isso significa que o produtor precisa de 19,4% mais café neste mês para comprar a mesma quantidade de adubo que em agosto, quando os produtores já se organizavam para a primeira adubação da safra 2027/28. Na comparação com outubro de 2025, quando era necessária 1,09 saca de 60 Kg para adquirir 1 tonelada do formulado 20-00-20, a relação atual é 45,4% pior para o cafeicultor.

Vale destacar que a safra 2027/28, de bienalidade baixa para o arábica, apresenta bom desenvolvimento até o momento, apesar dos episódios pontuais calor intenso e falta de chuvas no fim de setembro, que elevaram a preocupação com o pegamento das floradas. No entanto, as precipitações voltaram às regiões produtoras no último fim de semana. Segundo o Inmet, os acumulados de outubro somam 107 mm em Viçosa (Zona da Mata), 48,4 mm em Patrocínio (Cerrado Mineiro), 34,6 mm em Machado (Sul de Minas), 30,8 mm em Marília (região Paulista) e 12,8 mm em Franca (Mogiana). Em Linhares, no Espírito Santo, o volume foi de apenas 2,6 mm. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.