09/Jun/2020
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os preços médios do etanol hidratado registram queda em treze Estados nos últimos sete dias. O biocombustível apresenta avanço em outros onze Estados e no Distrito Federal e se mantém inalterado no Amapá e em Minas Gerais. O preço médio do etanol registra alta de 1,46% nos últimos sete dias, passando de R$ 2,542 por litro para R$ 2,579 por litro. Em relação aos últimos 30 dias, a queda atinge 38,73%, a R$ 1,859 por litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média do hidratado é de R$ 2,385 por litro, alta de 2,14% nos últimos sete dias (R$ 2,335 por litro) e queda de 28,29% na comparação com os últimos 30 dias. Na Bahia, o biocombustível registra a maior alta percentual nos últimos sete dias, de 4,17%. A maior queda semanal é de 2,65%, no Amazonas.
Na comparação mensal, os preços do etanol apresentam queda em dois Estados, Acre e Amazonas, -0,42% e -2,00%, respectivamente, e no Distrito Federal (-1,66%). O Estado que registra a maior alta na comparação mensal é São Paulo, com elevação de 28,29% no preço do etanol hidratado. O preço mínimo registrado nos últimos sete dias para o etanol em um posto é de R$ 1,969 por litro, em São Paulo, e o menor preço médio estadual é de R$ 2,385 por litro, também em São Paulo. O preço máximo individual é de R$ 4,999 por litro, no Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul também registra o maior preço médio, de R$ 3,906 por litro.
Os preços médios do etanol continuam vantajosos ante os da gasolina apenas nos quatro Estados brasileiros verificados nos últimos sete dias: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, todos grandes produtores do biocombustível. O levantamento considera que o etanol de cana-de-açúcar ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso. Em Mato Grosso, o hidratado é vendido, em média, por 61,98% do preço da gasolina, em Goiás a 69,48%, em Minas Gerais a 63,89% e, em São Paulo, a paridade é de 63,84%. Na média dos postos pesquisados no País, a paridade é de 66,21% entre os preços médios de etanol e gasolina, também favorável ao biocombustível. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.