08/Aug/2024
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ainda não houve retorno por parte do governo federal para o pedido de elevação imediata do imposto de importação sobre carros híbridos e elétricos. Não se trata-se de uma questão tão simples, pois envolve diversos ministérios e órgãos dentro do governo, mas a expectativa é que o pedido seja tratado "da melhor maneira possível". No final de junho, a Anfavea pediu ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) a antecipação da elevação da alíquota de importação de veículos elétricos e híbridos, hoje de 25% para 35%. Pelo cronograma original, a alíquota subiria gradualmente até atingir 35% em julho de 2026.
No mês de julho, às importações de veículos somaram 41 mil unidades, superando, mais uma vez, as exportações no período, que somaram 39,1 mil veículos. Na comparação com junho, as importações cresceram 7,0%, enquanto as exportações expandiram 35,0%. Em relação às importações, destaca-se o crescimento da participação do mercado chinês na venda de veículos ao Brasil. Foram importadas 62 mil unidades da China no ano até aqui, das quais cerca de 59 mil são veículos elétricos ou híbridos. Nas exportações, apesar do número positivo no mês, houve uma queda de 21,7% no total de embarques no acumulado de janeiro a julho, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre os impulsionadores das exportações em julho, destaque para o crescimento das vendas para a Argentina no período. Houve uma reação muito importante do mercado interno argentino. Em relação ao mercado interno, o bom momento das vendas segue refletindo a melhora nas condições de crédito. Esse bom momento trata-se de uma tendência para o segundo semestre, a despeito da interrupção no ciclo de cortes da taxa básica de juros. Alia-se o recuo no custo do crédito à maior oferta de crédito ao consumidor. E não há, nesse momento, elevação da Selic, o que se vê é uma desaceleração na queda do custo do crédito. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.