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26/Jan/2026

Açúcar: futuros sob pressão da ampla oferta global

Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York fecharam em baixa na sexta-feira (23/01), devolvendo os ganhos obtidos na sessão anterior. O vencimento março caiu 23 pontos (1,54%), e fechou a 14,73 centavos de dólar por libra-peso. Na semana passada, acumulou perda de 1,54%. O mercado segue pressionado pela perspectiva de superávit global. A oferta robusta da Índia atua como um teto para as cotações. A Federação Nacional das Cooperativas de Usinas de Açúcar da Índia (NFCSF) reportou um aumento de 21,7% na produção acumulada até meados de janeiro, totalizando 15,89 milhões de toneladas. Esse volume reforça as estimativas de excedente mundial para a safra 2025/2026.

O Itaú BBA estima um superávit de 2,6 milhões de toneladas em 2025/2026, enquanto a Covrig Analytics prevê 4,7 milhões de toneladas. Apesar da pressão baixista imediata, o mercado encontra suporte no longo prazo no mix de produção brasileiro. O Itaú BBA e a Hedgepoint destacam que a resiliência dos preços do etanol deve influenciar a safra 2026/2027 no Centro-Sul, levando as usinas a priorizarem o biocombustível. A partir de março, o mix açucareiro deve ficar abaixo do registrado no ano passado. Na Índia, embora a produção seja alta, as exportações seguem travadas pela falta de paridade econômica, com apenas 250 mil toneladas embarcadas de uma cota de 1,5 milhão autorizada.