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27/Jan/2026

Açúcar: futuros em alta com cobertura de posições

Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York fecharam sem tendência definida nesta segunda-feira (26/01). O vencimento março ganhou 6 pontos (0,41%), e fechou a 14,79 centavos de dólar por libra-peso, enquanto os demais contratos ficaram perto da estabilidade. Os ganhos do vencimento março foram sustentados por um movimento de cobertura de posições vendidas. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) divulgados na sexta-feira (23/01) mostraram que os fundos ampliaram suas apostas na queda, elevando a posição líquida vendida para 203.168 lotes, o maior nível desde novembro. Esse "excesso" de pessimismo deixa o mercado propenso a repiques corretivos. O mercado está formando um "piso" na região atual.

A lógica é que preços persistentemente baixos tendem a "curar" o mercado ao desestimular a produção e incentivar o consumo. Nesse contexto, o Brasil volta ao radar como fator de suporte. A resiliência dos preços do etanol no mercado doméstico deve levar as usinas do Centro-Sul a priorizarem o biocombustível na safra 2026/2027, que se inicia em abril. A expectativa é que o mix açucareiro fique abaixo do registrado no ciclo anterior, limitando a oferta futura do açúcar. Apesar da reação, o teto para as cotações continua sendo a oferta robusta da Índia. A produção no país asiático saltou 21,7% até meados de janeiro (15,89 milhões de toneladas), mantendo a perspectiva de superávit global para a safra 2025/2026, estimado entre 2,6 milhões e 4,7 milhões de toneladas por consultorias.