29/Jan/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira (28/01), interrompendo a sequência de leves ganhos observada nas últimas sessões. O vencimento março recuou 12 pontos (0,81%), e fechou a 14,71 centavos de dólar por libra-peso. O mercado encontra dificuldade para superar a resistência técnica e psicológica dos 15,00 centavos de dólar por libra-peso, pressionado pelas perspectivas de oferta global robusta que limitam o potencial de alta, apesar do suporte fundamental do etanol. O viés negativo é reforçado pela análise da StoneX. Embora existam fatores altistas no radar (como o mix brasileiro), o mercado global caminha para um superávit de 3,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026.
A expectativa de produção elevada no Centro-Sul do Brasil, somada ao crescimento das exportações de Índia e Tailândia, mantém o balanço de oferta e demanda confortável, dificultando uma recuperação consistente dos preços. Tecnicamente, o mercado parece respeitar a faixa de oscilação entre 14,60 e 15,00 centavos de dólar por libra-peso. Sempre que as cotações se aproximam do teto desse intervalo, surgem vendas de origem e especulativas que barram o avanço. O que impede uma queda mais acentuada é a paridade energética. Com o petróleo em forte alta e o açúcar operando bem abaixo do custo de produção, há mais incentivo para as usinas brasileiras priorizarem o etanol. Esse diferencial deve reduzir a oferta do adoçante na safra 2026/2027, criando um piso para as cotações.