30/Jan/2026
Segundo levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos, os preços dos combustíveis entraram em alta em 2026, com destaque para o etanol e a gasolina. O preço médio da gasolina subiu em 24 Estados em janeiro, na comparação com o mês anterior, e o etanol em 25 Estados. O diesel registrou aumento em 21 Unidades da Federação. Na média nacional, a gasolina comum foi comercializada a R$ 6,483 por litro, o que representa uma alta de 1,63% em relação a dezembro de 2025, quando custava R$ 6,379 por litro. O etanol teve o maior avanço no período, de 3,46%, enquanto o diesel S-10 registrou elevação de 0,56%.
O Rio Grande do Norte foi o Estado que pagou mais caro pelos três combustíveis este mês, com altas de 12,9% para o etanol; 6,36% a gasolina; e 3,22% o diesel. A maior queda da gasolina foi encontrada no Amapá, de 3,22%; do diesel no Piauí, de 0,66%; e do etanol em Alagoas, em queda 0,23%. A alta expressiva nos combustíveis no início de 2026 une o reajuste do ICMS à entressafra da cana-de-açúcar. Essa elevação reflete a atualização da alíquota do ICMS, em vigor desde 1º de janeiro, e a menor oferta de etanol no mercado. Embora a Petrobras tenha reduzido o preço da gasolina para as distribuidoras no fim de janeiro, o reflexo nas bombas demora dias ou semanas para chegar ao consumidor final.
Isso ocorre pelo giro dos estoques e pela complexa composição de custos, que envolve desde as margens de revenda até a mistura do etanol anidro e as variações tributárias estaduais. Em janeiro, a gasolina apresentou alta na maior parte do País, com aumentos percentuais expressivos em Estados das Regiões Nordeste e Sul. Atrás do Rio Grande do Norte, a Bahia foi o Estado que registrou maior aumento do combustível, de 2,50%, seguido de Pernambuco, em alta de 2,38%. Na Região Sul, todos os Estados apresentaram aumento no preço da gasolina, com Santa Catarina liderando as altas, com 3,57%, passando de R$ 6,337 por litro em dezembro de 2025 para R$ 6,563 por litro em janeiro de 2026, seguida por Rio Grande do Sul, com alta de 2,32%, com avanço de R$ 6,216 por litro para R$ 6,360 por litro, e o Paraná, com alta de 1,12%, que passou do valor de R$ 6,499 por litro para R$ 6,572 por litro no mesmo período.
Na Região Sudeste, a gasolina também avançou em todos os Estados. Apesar da alta de 1,50% no mês, São Paulo manteve-se entre os menores preços médios do País, passando de R$ 6,204 por litro em dezembro de 2025 para R$ 6,297 por litro em janeiro de 2026. Minas Gerais subiu de R$ 6,343 por litro para R$ 6,458 por litro, alta de 1,81%; o Rio de Janeiro avançou de R$ 6,253 por litro para R$ 6,361 por litro, elevação de 1,73%; e o Espírito Santo registrou preço de R$ 6,621 por litro para R$ 6,706 por litro, crescimento de 1,28%. O diesel S-10 apresentou um movimento mais contido em janeiro, com variações positivas em boa parte dos Estados, mas sem pressão generalizada.
Assim como a gasolina, a Região Sul registrou a alta em todos os Estados, mas manteve os menores preços médios. Ainda assim, a Região Sul seguiu com os menores preços médios do País, com destaque para o Rio Grande do Sul (R$ 6,075 por litro) e o Paraná (R$ 6,121 por litro), apesar das altas moderadas de 0,53% e 0,49%, respectivamente. A Região Nordeste registrou a maior variação percentual do diesel S-10 em janeiro, com destaque para o Rio Grande do Norte, que apresentou a maior alta da região e do Brasil (+3,22%), ao passar de R$ 6,177 por litro em dezembro de 2025 para R$ 6,376 por litro em janeiro de 2026, avanço de quase R$ 0,20 por litro.
Na sequência, aparecem Paraíba (+1,37%), Pernambuco (+0,94%), Ceará (+0,70%), Alagoas (+0,67%), Maranhão (+0,59%) e Bahia (+0,57%). Apenas Piauí (-0,35%) e Sergipe (-0,09%) encerraram o período com leves recuos. A Região Norte concentrou algumas das maiores quedas percentuais do País, com destaque para o Amapá, onde o valor recuou de R$ 7,107 por litro no mês anterior para R$ 6,878 por litro neste mês (-3,22%). O Acre também registrou queda, ao passar de R$ 7,367 por litro para R$ 7,245 por litro (-1,66%), e ainda assim, segue sendo o maior preço médio do diesel S-10 do Brasil. Rondônia teve redução de 1,06% (de R$ 6,770 por litro para R$ 6,698 por litro) e o Amazonas, de 0,33% (de R$ 6,672 por litro para R$ 6,650 por litro).
O etanol foi o combustível com maior pressão de alta em janeiro. Apenas Piauí e Rondônia tiveram queda moderada. O Rio Grande do Norte registrou o maior avanço percentual da região e do País (+12,91%), ao passar de R$ 4,461 por litro em dezembro para R$ 5,037 por litro em janeiro. Na sequência aparecem Pernambuco (+5,79%); Bahia (+4,77%); Paraíba (+4,35%); Ceará (+2,54%) e Alagoas (+1,37%). Maranhão e Sergipe tiveram aumentos mais moderados (+0,68% cada), enquanto o Piauí foi o único Estado da região a registrar recuo no período (-0,66%). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.