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16/Mar/2026

Petróleo: Petrobras busca reduzir volatilidade externa

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a política de preços da companhia continua orientada pela paridade internacional, mas com o objetivo de evitar a transferência direta da volatilidade do mercado global para o consumidor brasileiro. Ao comentar a Medida Provisória nº 1.340/2026, que prevê a cobrança de imposto sobre exportações de petróleo bruto e óleo diesel, a executiva afirmou que a empresa continuará realizando exportações da commodity. A produção nacional de petróleo supera a capacidade de refino do País, mesmo considerando a operação das refinarias da estatal e de outras empresas. A executiva destacou que o contexto internacional exige acompanhamento constante, diante das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que têm elevado a volatilidade nos mercados de energia.

Diferentes países também vêm adotando medidas específicas para lidar com o cenário, como flexibilizações relacionadas ao petróleo da Rússia. A presidente da Petrobras afirmou que, até poucas semanas atrás, a expectativa era de redução no preço do diesel. O reajuste anunciado agora permanece dentro da política de preços da empresa. A executiva acrescentou que as projeções atuais indicam um período de alta seguido por possível acomodação ao longo do ano, embora ainda exista incerteza quanto à trajetória do mercado até o final de 2026. Segundo Chambriard, a prioridade da companhia é evitar repasses abruptos de volatilidade ao mercado doméstico, preservando maior estabilidade para consumidores e para a economia. Ainda, o atual nível de preços do petróleo pode favorecer o pagamento de dividendos pela companhia, mesmo com a criação de imposto sobre exportações da commodity.

Segundo a executiva, embora os cálculos detalhados ainda não tenham sido concluídos, a cotação internacional próxima de US$ 100,00 por barril tende a compensar o impacto tributário. A valorização do petróleo tem efeito positivo sobre os resultados financeiros da companhia, o que pode se refletir na distribuição de dividendos aos acionistas. A presidente da estatal acrescentou que o tributo anunciado pelo governo deve ter caráter temporário e que, mesmo em um cenário de forte elevação das cotações provocado por tensões geopolíticas, o impacto para a empresa tende a ser limitado. A regulamentação da medida deverá ser conduzida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por definir os procedimentos operacionais relacionados à aplicação da nova regra. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.