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24/Mar/2026

Etanol: preços avançam na maior parte das regiões

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os preços do etanol hidratado registraram alta em 23 Estados na semana encerrada em 21 de março, com recuo apenas no Acre e em Mato Grosso do Sul e estabilidade no Distrito Federal, indicando movimento generalizado de valorização no mercado nacional. A média nacional avançou de R$ 4,64 por litro para R$ 4,70 por litro, alta de 1,29% nos últimos sete dias. Em São Paulo, principal referência do mercado, o preço subiu 1,12%, atingindo R$ 4,52 por litro. Pernambuco apresentou a maior alta percentual, de 6,26%, com o preço passando de R$ 5,43 por litro para R$ 5,77 por litro. Por outro lado, o Acre registrou a maior queda, de 12,58%, com recuo de R$ 6,20 por litro para R$ 5,42 por litro.

O menor preço em postos é de R$ 3,86 por litro, em São Paulo, enquanto o maior é de R$ 6,99 por litro, no Rio Grande do Sul. Mato Grosso do Sul apresenta o menor valor, de R$ 4,34 por litro, enquanto o maior preço médio é observado no Rio Grande do Norte, de R$ 5,89 por litro. O comportamento do etanol reflete a dinâmica regional de oferta e demanda, além da influência dos preços de combustíveis fósseis e custos logísticos, mantendo a tendência de ajuste no mercado. Nos últimos sete doas, o etanol hidratado mantém competitividade em relação à gasolina apenas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, refletindo uma relação de preços desfavorável na maior parte do País. Na média nacional, a paridade entre etanol e gasolina é de 70,68%, acima do nível considerado referência para viabilidade econômica do biocombustível, o que reduz sua atratividade frente ao derivado fóssil.

Entre os Estados onde o etanol apresenta vantagem, Mato Grosso registra paridade de 69,57%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 68,89%, e São Paulo, com 69,11%. Apesar disso, a competitividade do etanol pode variar conforme o tipo de veículo e a eficiência energética, permitindo que o biocombustível seja viável mesmo em níveis de paridade superiores ao referencial tradicional. O cenário reforça a influência dos preços relativos entre combustíveis, além de fatores regionais como oferta, logística e estrutura de mercado, na definição do consumo entre etanol e gasolina. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.