24/Mar/2026
A Czarnikow apontou que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tende a gerar efeitos ambíguos no mercado global de açúcar, com risco de demanda mais fraca e maior volatilidade de preços. A consultoria destaca que a alta nos custos de energia pode reduzir o consumo do adoçante, repetindo comportamento observado após o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, quando a inflação de alimentos alterou decisões de consumo desde 2022.
Para 2026, o efeito pode se repetir, ainda sem o agravante de cadeias produtivas desorganizadas, mas com consumidores migrando para produtos de menor custo. No front de preços, a consultoria projeta maior volatilidade. Caso o açúcar acompanhe a alta do petróleo, os produtores podem direcionar até 200 mil lotes ao mercado, enquanto a pressão inflacionária e o interesse de investidores em commodities podem elevar posições compradas acima de 450 mil lotes. Esse movimento combinado tende a ampliar oscilações de preços. A produção de açúcar está estruturalmente vinculada ao mercado de energia pelo etanol, especialmente no Brasil e na Índia, influenciando decisões das usinas entre açúcar e biocombustível.
No Brasil, a Petrobras tem limitado o repasse da alta internacional, mantendo preços da gasolina cerca de 50% abaixo dos níveis globais. Internacionalmente, a Índia discute aumentar a mistura de etanol acima de 20% e substituir o GLP em usos domésticos, enquanto Filipinas, Vietnã e Tailândia avançam em políticas de mistura obrigatória, redirecionando açúcar para biocombustível e reforçando a influência do etanol na formação de preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.