24/Mar/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram em baixa nesta segunda-feira (23/03) na Bolsa de Nova York, com o vencimento maio recuando 18 pontos (1,15%), a 15,52 centavos de dólar por libra-peso, corrigindo parte das altas registradas na semana anterior. O movimento foi impulsionado por liquidação de posições compradas, refletindo queda superior a 7% nos preços do petróleo, que enfraquece o etanol e pode levar usinas brasileiras a priorizar a produção de açúcar, aumentando a oferta global no curto e médio prazo. A volatilidade externa foi mitigada por fatores logísticos e geopolíticos.
O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz restringiu cerca de 6% do comércio mundial de açúcar, elevando custos de frete e seguro. Internamente, a produção no Centro-Sul registrou queda de 36% na segunda metade de janeiro, limitando a disponibilidade imediata durante a entressafra. Apesar das correções recentes, os fundamentos do mercado permanecem pressionados por excedentes globais. Consultorias projetam superávit mundial de 2,9 a 3,4 milhões de toneladas para o ciclo 2026/27. Na Ásia, a produção acumulada da Índia até 15 de março subiu 10,5%, atingindo 26,2 milhões de toneladas, enquanto Tailândia e Paquistão contribuíram para um superávit global de 1,22 milhão de toneladas em 2025/26.