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28/Apr/2026

Açúcar: futuros pressionados pela safra do Brasil

Os preços do açúcar demerara recuaram na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (27/04). O contrato julho recuou 14 pontos, ou 0,99%, e fechou a 13,97 centavos de dólar por libra-peso, após devolução dos ganhos observados no início do pregão. O movimento foi influenciado pelas expectativas de uma safra elevada no Brasil e por sinais de demanda global enfraquecida. Na Bolsa de Londres, a expiração do contrato de maio resultou na entrega de 472.650 toneladas, maior volume para o mês em 14 anos, indicando menor dinamismo na demanda.

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 44,19 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, configurando o segundo maior volume da série histórica. No Centro-Sul, a produção acumulada apresentou avanço de 0,7% até meados de março, com participação do açúcar no mix atingindo 50,61%, conforme dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). No cenário internacional, a oferta elevada segue como fator de pressão. Na Índia, a produção acumulada até 15 de abril alcançou 27,48 milhões de toneladas, alta de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, com manutenção da política de exportações, reforçando a percepção de equilíbrio global com viés de excedente no longo prazo.

Apesar da pressão baixista, os preços de energia limitaram recuos mais intensos. O petróleo WTI registrou valorização de 2%, cotado a US$ 96,28 por barril, enquanto os preços da gasolina atingiram máximas em 3,75 anos, elevando a competitividade do etanol e sustentando suporte ao açúcar. No Brasil, o mercado também monitora a possível implementação da mistura E32, que pode ampliar a demanda por etanol anidro em até 1,68 bilhão de litros em 12 meses, com potencial de alterar o mix de produção das usinas e reduzir a disponibilidade de açúcar.