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30/Apr/2026

Etanol: Coalizão dos Biocombustíveis apoia E32

A Coalizão dos Biocombustíveis reforçou nesta quarta-feira (29/04), o pedido para que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprove a elevação da mistura obrigatória de biocombustíveis, com aumento do biodiesel no diesel fóssil para 17% e do etanol na gasolina para 32%. O grupo, composto pela Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio), Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e Frente Parlamentar do Etanol (FPEtanol), afirmou que adiar a medida é desperdiçar uma vantagem competitiva que já está dada e defendeu que a decisão deve ser tratada como política de Estado. Postergar esse avanço é desperdiçar uma vantagem competitiva que já está dada. Avançar é consolidar o Brasil como liderança global em energia limpa, com capacidade de transformar sua vocação em desenvolvimento econômico.

Segundo a Coalizão, não há impedimentos de mercado para que o Brasil avance com compromissos internacionais e com a implementação do Mapa do Caminho e da Lei do Combustível do Futuro. A elevação das misturas é coerente com o cenário de expansão dos biocombustíveis e traz benefícios como redução da exposição à volatilidade internacional, fortalecimento da segurança energética, estímulo a investimentos e geração de empregos, afirmam. O País tem escala, tecnologia e recursos para responder a essa necessidade. Tudo que precisamos é do empenho do governo brasileiro em tomar essa decisão. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já afirmou que o aumento da mistura está na pauta da próxima reunião do CNPE, marcada para 7 de maio.

Ele também argumentou que a medida tem potencial de reduzir em cerca de 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina. Esse volume seria suficiente para zerar a dependência externa da importação do combustível. Ou seja, na avaliação dele, poderá ser atingida a condição de autossuficiência. A medida será adotada após os testes já realizados no País, que comprovaram a viabilidade técnica da mistura durante os estudos conduzidos para a mistura de 30% em 2025, segundo a Pasta. O fator central para a decisão é o preço. A cotação do petróleo no mercado internacional, com reflexo em derivados como a gasolina, foi elevada significativamente após o acirramento do conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, ampliar o uso do etanol seria uma medida para reduzir custos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.