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01/Jun/2026

Petróleo despenca com avanço de acordo EUA-Irã

Os contratos futuros de petróleo encerraram em queda na sexta-feira (29/05), pressionados pelo avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo voltado ao encerramento do conflito no Oriente Médio. O movimento ampliou as perdas acumuladas ao longo de maio e levou o Brent a registrar a maior desvalorização mensal desde março de 2020. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para julho recuou 1,73%, equivalente a US$ 1,54, fechando a US$ 87,36 por barril. O Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caiu 1,7%, ou US$ 1,58, para US$ 91,12 por barril.

Na semana passada, o WTI registrou queda de 9,56%, enquanto o Brent recuou 12%. Em maio, as perdas alcançaram 16,8% e 17,4%, respectivamente. O Brent acumulou retração aproximada de US$ 19,00 ao longo do mês de maio, configurando a maior queda mensal em dólares desde março de 2020, segundo dados da Dow Jones Market Data. O WTI, com perda de cerca de US$ 1700, apresentou a maior desvalorização mensal desde novembro de 2021. O mercado reagiu às sinalizações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível decisão final envolvendo um acordo com o Irã.

Durante a sessão, o Brent chegou a operar abaixo de US$ 90,00 por barril pela primeira vez desde março. As negociações envolvem exigências norte-americanas que, até o momento, não demonstraram aceitação integral por parte do governo iraniano. No Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou a cautela do país em relação às tratativas, ao destacar que o Irã considera as ações práticas mais relevantes do que garantias diplomáticas, em meio às incertezas sobre o cessar-fogo no Oriente Médio. A perspectiva de avanço diplomático reduziu os prêmios de risco incorporados aos preços internacionais da commodity.

Analistas do mercado avaliam que um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã pode ampliar a estabilidade da oferta global de energia e reduzir tensões geopolíticas associadas ao petróleo. Apesar do foco no Oriente Médio, o mercado também acompanhou os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia. Um ataque com drones atingiu uma instalação de armazenamento de combustível na região russa de Yaroslavl, provocando incêndio em infraestrutura energética que já havia sido alvo de ofensivas anteriores neste mês.