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02/Jun/2026

Petróleo: projeção indica recuperação lenta do fluxo

Especialistas do setor petrolífero alertaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) que os impactos provocados pela interrupção do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz poderão se estender até o final de 2026, mesmo em um cenário de reabertura rápida da rota marítima. As avaliações foram apresentadas durante reunião técnica realizada na sede da Opep, em Viena, reunindo consultores e analistas do mercado internacional de energia. Segundo as análises discutidas no encontro, a normalização completa das operações logísticas e dos fluxos comerciais exigiria vários meses após o encerramento das restrições associadas ao conflito.

Os especialistas consideram que a retomada das condições anteriores à guerra dependerá não apenas da reabertura da passagem marítima, mas também da reorganização das cadeias de suprimento, da recomposição dos estoques estratégicos e da regularização dos cronogramas de transporte marítimo. A avaliação reforça as preocupações do mercado com os potenciais efeitos prolongados das tensões geopolíticas sobre a oferta global de petróleo. O Estreito de Ormuz permanece como uma das principais rotas energéticas do mundo, concentrando parcela significativa do comércio marítimo internacional de petróleo e derivados

O cenário amplia a atenção dos países produtores e consumidores em relação à disponibilidade de oferta, aos custos logísticos e à volatilidade dos preços da energia nos próximos meses. Ainda, as refinarias de petróleo dos Estados Unidos estão operando suas plantas mais intensamente do que o habitual, com algumas até adiando a manutenção, já que os lucros fortes e a demanda constante por combustíveis fazem os processadores a operar as plantas perto da capacidade máxima. A indústria teve uma das temporadas de manutenção mais leves em anos. De janeiro a maio, as refinarias fecharam uma média de 470.000 barris por dia (bpd) em capacidade de processamento. Isso se compara a 700.000 durante o mesmo período do ano passado e 900.000 em 2024, de acordo com a consultoria Energy Aspects. Fonte: Bloomberg. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.