08/Jun/2026
As negociações entre a Raízen e seus credores para fechar um plano de recuperação extrajudicial se concentraram, em grande parte do tempo, em governança. Os credores defenderam uma participação relevante no conselho, incluindo a cadeira principal, de "chairman" da empresa. Na quarta-feira (03/06), a Raízen divulgou fato relevante com grande parte das condições de um plano que foi negociado por representantes ao longo das últimas semanas e que havia ficado disponível no site da companhia dias antes, adicionando detalhes. O plano está desenhado e agora vai ser avaliado e assinado pelos credores. De acordo com fontes, o plano deve ser levado à Justiça para homologação com até 70% de adesão dos credores. Está na mesa ainda se Rubens Ometto, que hoje preside o Conselho de Administração da Raízen, entra ou não na injeção de capital na companhia. Ometto aportaria R$ 500 milhões.
Shell, sócia da Cosan na Raízen, já se comprometeu com R$ 3,5 bilhões. Com o que ficou acertado, Ometto perderia a cadeira de presidente do conselho. O plano prevê que o Conselho de Administração será composto por sete membros, com quatro nomeados pelos credores apoiadores, incluindo o presidente, e três pelo acionista contribuinte. A Shell sempre terá um membro no Conselho enquanto o Contrato de Licença de Marca permanecer em vigor. A Raízen está reestruturando uma dívida de R$ 65 bilhões, sendo que cerca de 40% estão com um extenso grupo de bancos, outros cerca de 40% com detentores de títulos de dívida emitidos no exterior e aproximadamente 20% com investidores locais. A previsão é de conversão de 45% da dívida da empresa em ações e os 55% restantes serão trocados por novos títulos, que serão alocados na proporção de 17,6% na Raízen Energia e 37,4% na Raízen Combustíveis. Fonte: Broadcast Agro.